Abilio: Determinado, Ambicioso, Polêmico - Cristiane Correa

Abilio: Determinado, Ambicioso, Polêmico - Cristiane Correa

Conheça neste resumo, a trajetória do empresário brasileiro que gerenciou o grupo mais importante do varejo global.

O livro "Abilio", da autora Cristiane Correa, traz a biografia de Abilio Diniz, responsável pelo gerenciamento do Grupo Pão de Açúcar, maior empresa varejista do Brasil, iniciada a partir da fundação da Doceira Pão de Açúcar, em 1948, pelo imigrante português Valentim dos Santos Diniz.

Graças à sua ambição e paixão, hoje a companhia possui um faturamento anual de 64, 4 bilhões de reais em 2013, e ele possui uma fortuna avaliada em US$ 3 bilhões, segundo ranking da Forbes de 2019.

Venha conosco e conheça fatos marcantes da vida pessoal e da atuação desse grande empresário brasileiro!

Sobre o livro "Abilio"

A obra, escrita por Cristiane Correa e publicada em 2015, conta a história do empresário brasileiro Abilio Diniz, desde o começo do Pão de Açúcar até assumir a presidência do Conselho de Administração da BRF e adquirir participação acionária no capital do Carrefour Brasil.

As 272 páginas do livro são distribuídas em 20 capítulos. Neles, são relatados passagens de sua vida pessoal e detalhes de toda a formação e desafios enfrentados pelo Grupo Pão de Açúcar.

Sobre a autora Cristiane Correa

A escritora Cristiane Correa é jornalista e palestrante, especializada em negócios e gestão.

Também escreveu "Vicente Falconi - O que importa é resultado" e "Sonho Grande", e juntos, os três modelos representam seus best-sellers, somando mais de 600 mil exemplares vendidos.

Esse livro é indicado para quem?

"Abilio" é ideal para você que gosta de ler biografias inspiradoras.

Além disso, o conteúdo auxilia quem busca exemplos de valores, resistência, e determinação no ambiente corporativo.

Ideias principais do livro "Abilio"

  • Tenha ambição;
  • Estude o mercado e o setor;
  • Não hesite em copiar o que funciona;
  • Opte sempre pela simplicidade
  • Caso algo dê errado, trabalhe duro para recuperar o que foi perdido.

Selecionamos os principais acontecimentos da trajetória de sucesso de Abilio Diniz, contados pela autora Cristiane Correa, e como foi a construção do Grupo Pão de Açúcar.

Então, vamos ao que interessa!

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[Resumo do Livro] Abilio: Determinado, Ambicioso, Polêmico - Cristiane Correa, PDF

Overview: O começo

Em 1929, aos 16 anos e vindo da aldeia de Pomares do Jarmelo, no interior de Portugal, desembarcava no Brasil, Valentim dos Santos Diniz. A primeira visão que o imigrante teve ao chegar foi o imponente morro do Pão de Açúcar, imagem que ficaria marcada por toda a sua vida.

"Seu" Santos, como ficou conhecido, se estabeleceu no bairro do Paraíso, na cidade de São Paulo. Como balconista, em seu primeiro emprego, começou a mostrar talento como comerciante e logo se tornou sócio do mercado.

Foi ali que conheceu Floripes, também de origem portuguesa e cliente do estabelecimento, com quem veio a se casar no início de 1936.

Poucos meses depois, nascia o primeiro filho do casal: Abilio dos Santos Diniz. Até os 7 anos, Abilio teve a atenção total dos pais por ser filho único, apesar de que eles evitassem mimar o garoto, por serem adeptos de uma educação tradicional.

Nos anos seguintes, nasceram Arnaldo, Alcides, Vera Lucia, Sonia e Lucilia. Décadas depois, o relacionamento com os irmãos atingiria um ponto crítico, ao entrarem em uma disputa pública pelo controle do Grupo Pão de Açúcar.

"Baixinho, gordinho e impopular", o garoto era constantemente vítima de bullying na escola e chegar em casa machucado havia virado rotina. A solução para isso foi começar a praticar boxe, caratê, judô e capoeira.

Segundo a autora Cristiane Correa, Valentim dos Santos Diniz decidiu, após adquirir um mercadinho e uma padaria, se aventurar em um outro negócio.

Comprou dois imóveis na avenida Brigadeiro Luís Antônio e, a partir deles, construiu um pequeno prédio de 2 andares. O térreo, seria dedicado a uma doceria: Doceria Pão de Açúcar. A sede do grupo até hoje encontra-se no mesmo local.

O Brasil vivia, sob o governo de Juscelino Kubitschek, uma fase de prosperidade econômica no final dos anos 50. Era nesse contexto que o jovem Abilio Diniz se formaria como administrador de empresas pela FGV.

Apesar do cenário favorável, Abilio queria mesmo se mudar para os Estados Unidos logo após formar. Trabalhar na doceria do seu pai não estava em cogitação. No entanto, uma conversa com ele alterou completamente seus planos.

"Seu" Santos instigou uma das características mais marcantes de seu filho para convencê-lo a ficar: a ambição. Como na época ainda havia poucos supermercados, o pai de Abilio propôs a abertura de um.

Em abril de 1959, o Pão de Açúcar abriu sua primeira unidade de supermercado. Oito meses depois, Abilio concluiu sua graduação na FGV.

Overview: Copiar, copiar, copiar

A autora Cristiane Correa informa em seu livro "Abilio" que para conseguir expandir seus negócios rapidamente, a família Diniz teve de abrir mão de algumas convicções. Uma delas, era de que o Pão de Açúcar deveria ser dono de todos os terrenos em que se instalasse supermercados e que deveria construir suas próprias lojas.

As novas unidades da rede surgiram de aquisições de clientes falidos e da construção em terrenos alugados. No final de 1960, o Pão de Açúcar já somava mais de sessenta lojas em dezessete cidades.

Abilio sempre foi adepto de que para crescer, uma regra deveria ser seguida: copiar, copiar, copiar. Era comum que o empresário viajasse pela Europa e Estados Unidos em busca de referências para o Pão de Açúcar:

"Sempre fui ver de perto tudo o que podia, sempre quis conhecer mais. A frase 'quero ser melhor amanhã do que fui hoje' nunca foi uma retórica para mim. Estive em quase todas as redes da Europa. Conheço profundamente o varejo nas principais regiões dos Estados Unidos. Fui ver até como operavam redes em países distantes como Rússia e China (...). É difícil falar um negócio desses, mas deve existir muito pouca gente no mundo que visitou tanta loja de supermercado quanto eu."

Overview: Racha na família

Foram raras as empresas brasileiras que tiveram uma disputa de poder tão grande quanto o Pão de Açúcar. Tudo começou em 1970, quando "Seu" Santos decidiu doar, ainda em vida, fatias da empresa para seus filhos.

Abilio, que desde o início da atividade dos supermercados detinha 16%, permaneceu com essa quantia. Alcides e Arnaldo receberam, cada um, 8% de participação. As mulheres, seguindo uma lógica machista, receberam 2%.

Com a distribuição acionária, abriu-se espaço para que os irmãos de Abilio passassem a trabalhar na empresa:

"Arnaldo era mais razoável, porém Alcides começou a querer ganhar autonomia."

Alcides começou a articular para conseguir apoio da mãe e dos irmãos, enquanto Abilio ficava cada vez mais isolado.

Como geralmente acontece quando se mistura família e negócios, o que estava em jogo não era só o poder na empresa. Os protagonistas do embate disputavam também a atenção dos pais, a exposição na mídia e até o desempenho nos esportes.

"Durante um jogo na Sociedade Hípica Paulista, Abilio levou uma tacada no rosto que estilhaçou sua mandíbula e o obrigou a se submeter a uma cirurgia plástica. O autor do golpe - involuntário, como argumentou na época - foi o irmão Alcides. Intencional ou não, é inegável que episódios como esse acabaram por jogar mais lenha na rivalidade entre os dois."

A autora Cristiane Correa conta que a situação só foi resolvida após mais de uma década, quando Alcides anunciou que estava disposto a vender seus 8% na empresa.

Overview: Corte, concentre, simplifique

Após anos de disputa, sinais de ostentação eram vistos com facilidade, principalmente por parte dos irmãos de Abilio.

A antiga sede da avenida Brigadeiro Luís Antônio, onde tudo começara, deu lugar a um faraônico Palácio de Cristal na Zona Sul de São Paulo. As lojas eram construídas de acordo com as tendências mais modernas do mundo.

"Havia até um gigantesco computador, igual a um utilizado pela Nasa, que deveria integrar todos os pontos de venda da rede - um equipamento tão complexo que jamais chegou a funcionar."

O problema é que toda essa grandeza já não correspondia mais com os números da companhia e, quem mais se beneficiou de toda essa fragilidade, foi a varejista francesa Carrefour, que após desembarcar no Brasil com seus hipermercados em 1975, assumia a liderança no setor.

A ordem de comando de Abilio pelos corredores era: "corte, concentre, simplifique". A frase se tornou o mantra da sobrevivência do Pão de Açúcar.

Conforme Cristiane Correa, os primeiros gestores a serem desligados foram os executivos poderosos da empresa. Segundo o empresário, além de caro, aqueles funcionários eram símbolo de uma empresa que não dera certo. Em apenas um dia, quase dez diretores executivos foram demitidos.

"Cortei o primeiro nível inteiro e subi o segundo. Aí eu disse ao pessoal que havia subido para cortar o terceiro nível. Simples assim (...). De uma hora para outra dois escalões foram eliminados. Quem ficou teve que lidar com uma nova realidade de salário. Como eu fiz? Dei reajuste só para o povão. Para quem sobrou em cima eu falei que pagaria o reajuste, mas não naquele momento. Primeiro porque não tinha dinheiro mesmo, e também porque eu queria fazer os caras sentirem de verdade a necessidade de recuperar o negócio."

No entanto, nada foi mais emblemático do que a venda do Palácio de Cristal para a Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil. A medida não representou somente a injeção de 55 milhões de dólares no caixa do Pão de Açúcar e, sim, o símbolo do fim de uma ostentação e desperdício.

Overview: Roda gigante

A autora Cristiane Correa explica que após resgatar a companhia da falência no início da década de 1990, conduzir sua abertura de capital, lançar seus papéis na Bolsa de Nova York e atrair um sócio estrangeiro, Abilio Diniz era o empresário da vez.

Uma reportagem na capa da revista Veja em março de 2001 com o título "Perfil de Vencedor" e uma foto de Abilio, tornou-se lendária.

Um dos traços mais marcantes do estilo de Abilio Diniz era o apelido de roda-gigante. O empresário tinha os "eleitos do momento", ou seja, as pessoas mais próximas, com quem fazia viagens de lazer e trabalho e a quem conferia poder e autonomia.

A elas era reservada a parte superior da roda gigante. Porém, como se sabe, rodas-gigantes não são estáticas e quem está em cima, no minuto seguinte, já começa a descer.

Overview: A saída do Pão de Açúcar

Em agosto de 1999, o grupo francês de varejo Casino tornou-se sócio minoritário do Pão de Açúcar ao investir na rede e resgatá-la das dificuldades. Em 2006, eles compraram o controle do grupo e anunciaram, que a partir de 2012, assumiriam o comando total do GPA (Grupo Pão de Açúcar).

Cristiane Correa revela que durante esse intervalo, Abilio tentou romper o acordo e entrou em uma briga com o chefe do grupo francês, Jean-Charles Naouri, que custou cerca de 500 milhões de reais. A situação só foi resolvida em 6 de setembro de 2013 com a saída de Abilio do comando do Pão de Açúcar.

Posteriormente, ele assumiu a presidência do conselho da BRF e comprou 10% da operação brasileira do Carrefour.

O que outros autores dizem a respeito?

Para John C. Maxwell, autor do "Livro de Ouro da Liderança", os melhores líderes são aqueles que sabem ouvir. Ouvintes sabem o que está acontecendo porque são atentos. Eles aprendem melhor que os outros porque absorvem de vários lugares.

Além disso, bons ouvintes têm a capacidade de enxergar melhor os pontos fortes e fracos das outras pessoas.

No livro "Pipeline da Liderança", os autores ressaltam que líderes funcionais devem gerir certas áreas que estão fora de sua especialidade. Portanto, precisam não apenas procurar entender esse trabalho diferente como também aprender a valorizá-lo.

Em o "Gestor Eficaz", Peter F. Drucker esclarece que executivos podem ser brilhantes, imaginativos e informados, e ainda assim serem ineficientes.

Executivos eficazes são sistemáticos. Eles trabalham duro nas áreas certas e seus resultados os definem. São profissionais do conhecimento que ajudam a empresa a bater suas metas.

Certo, mas como posso aplicar isso na minha vida?

A história de Abilio Diniz com certeza é de impressionar, principalmente quando o assunto é gestão.

Aproveite os ensinamentos do livro, pois ele apresenta bons insights sobre como gerenciar uma empresa e características que fizeram o administrador obter sucesso.

Lembre-se sempre de optar pela simplicidade. Isso é algo que levaria muitas empresas ao êxito.

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