Resumo do livro A Revolta de Atlas - Ayn Rand

A Revolta de Atlas - Ayn Rand

Quem é John Galt? Curioso para descobrir qual a resposta dessa pergunta que tem sido feita durante décadas? Então, leia este resumo para saber qual é.

Atlas foi um titã castigado a suportar o peso do mundo em seus ombros até o fim dos tempos, seu castigo é uma punição por tentar usurpar o poder do rei dos céus, o deus Zeus.

Mas, numa visão mais moderna e menos fantasiosa, esse mito representa o peso das dificuldades cotidianas que pesam na Atlas, a primeira vértebra da coluna cervical, e em nossas cabeças.

No mundo atual, onde tudo muda o tempo todo, acreditamos que podemos e devemos carregar o mundo nas costas, o que pode causar danos físicos e psicológicos. Isso é conhecido como o complexo de Atlas, uma das doenças relacionadas ao estresse da vida moderna.

No livro “A Revolta de Atlas”, a autora Ayn Rand retrata de forma filosófica as dores das pessoas que são os Atlas do mundo. Seu objetivo era o de “mostrar o quanto o mundo precisa desesperadamente de vanguardistas e o quanto os trata mal”, além de retratar “o que acontece ao mundo sem eles”.

Para ela, os vanguardistas seriam aqueles que entendiam o poder e o valor de uma economia de mercado e um Estado menos burocrático. Por ser um romance filosófico, a interpretação de suas ideias só pode ser lida entrelinhas.

Por isso, leia este resumo para aproveitar o melhor do livro de maneira simples e direta.

Sobre o livro “A Revolta de Atlas”

O livro “A Revolta de Atlas” teve sua última edição publicada no Brasil em 3 de julho de 2017, pela editora Arqueiro. A obra conta com 1216 páginas divididas em três volumes, com 10 capítulos cada.

Além disso, a obra é um best-seller internacional há mais de 50 anos e é considerado o segundo livro mais influente nos Estados Unidos, só perdendo para a Bíblia.

Uma curiosidade interessante é que o livro foi publicado originalmente no Brasil com o título “Quem é John Galt?”, em 1987, enquanto na versão original seria “Atlas Shrugged”.

O título é uma referência a uma conversa entre dois personagens, em que um pergunta que conselho o outro daria a Atlas, ao ver que “quanto maior o esforço, mais pesado fica o mundo em seus ombros”. A resposta dada foi “sacudir os ombros” (to shrug).

Quem é Ayn Rand?

Ayn Rand foi o pseudônimo de Alissa Zinovyevna Rosenbaum, também conhecida como Alice O’Connor após seu casamento com o ator e pintor Frank O'Connor.

A autora é uma escritora, dramaturga, roteirista e filósofa norte-americana de origem judaico-russa.

Após fugir do socialismo da União Soviética e imigrar para os Estados Unidos aos 21 anos, se tornou particularmente famosa por ser a criadora da Filosofia Objetivista.

Cada uma de suas obras aborda ideias de sua filosofia, em “We the Living” (1936), ela trata do conflito entre o indivíduo e o Estado, mostrando como o totalitarismo criou um ambiente de destruição dos melhores indivíduos da sociedade.

Já em “A Nascente” (1943), tem como pensamento central a importância do egoísmo racional e da autoestima para o nascimento do progresso. Contudo,seu magnum opus é “A Revolta de Atlas” (1957), que defende veemente o sistema de economia de mercado e o embate Estado e Iniciativa Privada.

Esse livro é indicado para quem?

Em “A Revolta de Atlas”, a autora Ayn Rand aborda as bases e os conceitos atrelados ao Objetivismo, sua filosofia que enfatiza o individualismo filosófico e a liberdade econômica, com interferência mínima do Estado.

Portanto, se você deseja entender mais sobre essa filosofia e aproveitar os ensinamentos de um clássico atemporal, esse livro é para você!

Ideias principais do livro “A Revolta de Atlas”

  • A força não é a responsável pelo avanço do mundo, mas sim a razão;
  • A burocratização dos processos é um impeditivo para a inovação e o progresso;
  • Não existem contradições na vida;
  • O egoísmo é uma virtude inerente ao ser humano;
  • O dinheiro realmente move o mundo;
  • O mundo foi feito para ser carregado pelos gigantes;
  • Empresários, empreendedores e vanguardistas são os gigantes do mundo;
  • “Não existe trabalho miserável, apenas homens miseráveis que não se dispõem a trabalhar”;
  • Encare seus problemas em vez de fugir deles.

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[Resumo do Livro] A Revolta de Atlas - Ayn Rand, PDF

Quem são os personagens de “A Revolta de Atlas”?

Logo na abertura do primeiro volume, aparece a seguinte indagação: Quem é John Galt?  

Trata-se de uma pergunta, mas também uma resposta. É muito similar a pergunta “quem é o mercado?” ou “quem é o Estado?” que inspira uma resposta implícita, mas muitas outras perguntas correlatas.

"Ele foi o Prometeu que mudou de ideia, que entendeu que o único jeito de ser livrar de ser bicado por abutres por ter trazido para os homens o fogo dos deuses, era quebrar as correntes que o prendiam e tomar de volta o fogo que tinha dado aos homens – até o dia em que os homens levem embora seus abutres."

No decorrer da história, Rand vai mostrando os ideais de sua filosofia a partir da construção de seus personagens. Os heróis da trama são construídos a partir dos valores que ela considera positivos, enquanto os antagonistas representam tudo aquilo que Rand rejeita.

Ao iniciar a leitura, somos apresentados à Taggart Transcontinental, uma empresa ferroviária cujo lema era “de oceano a oceano” por ser a única empresa ferroviária dos Estados Unidos a ter linhas da Costa Leste à Costa Oeste.

É uma empresa que existe há gerações e é um dos pilares da economia nacional. Seu fundador, Nathaniel Taggart, foi um visionário odiado por todos por ser “frio e inescrupuloso, um homem que só vivia para lucrar”.

Porém, a gigante Taggart está sucumbindo ao fracasso devido à depressão econômica e à incompetente gestão do atual presidente, James Taggart (mais conhecido como Jim Taggart).

Jim é o antagonista mais importante do livro, sendo um especialista nato em influenciar os outros, além de uma grande rede de contatos dentro do governo. Porém, ele é completamente inapto para tomar decisões operacionais por conta própria e parece ter uma relação parasitária com sua irmã, Dagny Taggart.

Ele necessita dela para realmente dirigir a ferrovia, mesmo assim se opõe a ela em quase todos os esforços por causa de sua visão humanitária e políticas anticapitalistas. Politicamente falando, ele representaria as ideias da antiga URSS, da qual Rand desesperadamente buscou escapar.

Portanto, de certo modo, ele é a antítese de Dagny.

Dagny Taggart é sem sombra de dúvidas a protagonista do romance, esqueça John Galt, ela é a verdadeira personagem que deve ser observada no livro. Desde pequena ela foi inovadora e disruptiva, sonhava em comandar a empresa da família e amava mais do que tudo os números e os trens.

Ela desafia as regras e expectativas da sociedade ao se tornar a primeira mulher vice-presidente de uma ferroviária e ao ser tão brilhante que ninguém questiona sua liderança, um feito extremamente difícil na sociedade machista em que ela vive.

Dagny é a protagonista por representar tudo o que Rand considera positivo: é egoísta, racional, individualista, corajosa e livre. A srta. Taggart é a ambição em pessoa.

Seu próprio irmão a descreve como: "ela não é um ser humano, é um motor a combustão”.

No decorrer do livro, é Dagny que carrega o mundo em seus ombros e evita o colapso de sua empresa e de outras que dependem da Taggart Transcontinental. Ao longo do primeiro volume ela conta com a ajuda de dois grandes aliados: Eddie Willers e Henry “Hank” Rearden.

Edwin "Eddie" Willers é o fiel escudeiro de Dagny e seu assistente especial, responsável pelas operações da Taggart Transcontinental. Assim como seu pai e seu avô, ele trabalha para a Taggart. Apesar de não ser um vanguardista, Eddie possui qualidades redentoras como a criatividade e a racionalidade.

Henry "Hank" Rearden é dono da mais importante empresa siderúrgica dos Estados Unidos e notório vanguardista, cujo maior sucesso foi a invenção do Metal Rearden, uma liga muito melhor que o aço. Além de ser, segundo sua mãe, “o homem mais imoral do mundo, só pensa em justiça e é incapaz de sentir amor”.

Rearden representa o empreendedor disruptivo que tem ideais e crenças muito pautadas pelo mundo dos negócios. Tem uma relação um tanto conturbada com suas emoções por ser muito racional, por exemplo, seu desprezo latente pelo desejo que sente por Dagny e a culpa que sente por trair Lillian, sua esposa.

Assim como Jim Taggart, Lilian Rearden é uma das antagonistas do livro, uma mulher emocionada e pouco racional, que vive para atormentar seu marido.

Outro antagonista marcante é Orren Boyle, o chefe do Sindicato das Siderúrgicas, antítese de Hank Rearden, e grande amigo de James Taggart. Seu objetivo é a "unificação" da indústria siderúrgica.

Ellis Wyatt é o responsável por tornar o Colorado o novo pólo industrial do país ao desenvolver um novo processo para extrair mais petróleo do que se pensava serem os poços de petróleo esgotados.

Por fim, mas não menos importante, Francisco d’Anconia é um homem de talentos excepcionais, sendo o proprietário por herança da maior operação de mineração de cobre do mundo. Além de ser amigo de infância, e o primeiro amor, de Dagny Taggart.

Volume I: Não Contradição

"Fuja do homem que diz que o dinheiro é mau. Essa afirmativa é o estigma que identifica o saqueador, assim como o sino indicava o leproso." – Francisco d'Anconia


Agora que você já conhece os personagens, vamos começar a entender um pouco mais da história.

Tudo começa quando Eddie resolve conversar com Jim sobre o crítico estado da Linha Rio Norte, a mais importante linha da Taggart Transcontinental, e como mudanças precisavam ser implementadas urgentemente para manter o funcionamento da linha.

Jim é desdenhoso e cria inúmeras desculpas para justificar seu fracasso em lidar com a situação e sua falta de iniciativa. Ele fala sobre como Boyle não conseguiu fornecer o aço para os trilhos, mas que “a culpa não era dele, imprevistos acontecem”, e sobre como era mais importante focar na linha San Sebastián.

A Linha San Sebastián foi criada para conectar os Estados Unidos à República Popular do México após D’Anconia comprar a mina de San Sebastián. No entanto, a Linha foi um enorme erro logístico feito por Jim, já que causava grandes prejuízos por sua baixa demanda e podia ser estatizada pelo governo mexicano a qualquer momento.

Frente ao descaso de seu irmão, Dagny age rapidamente ao cancelar as encomendas de aço feitas a Boyle e a encomendar trilhos feitos de metal Rearden. Obviamente, seu irmão é contra e diz que sua irmã quem irá assumir a responsabilidade perante os diretores da empresa caso haja algum problema.

Por um tempo, Dagny estava conseguindo controlar a situação catastrófica da empresa até que o governo mexicano resolve estatizar todas as empresas em solo mexicano, mas o grande intuito era tomar o controle das minas.

Porém, o plano cai por terra quando se descobre que as minas de cobre estão exauridas e tudo foi um golpe de Francisco.

A partir disso, foi iniciada uma corrida contra o relógio. Ambos os antagonistas e protagonistas precisaram tomar medidas e estabelecer estratégias para alcançarem seus objetivos.

As intervenções governamentais gradativamente foram aumentando, criando processos mais burocráticos e colocando em xeque o poder da iniciativa privada, a partir de ameaças aos direitos de propriedade e criação de normas que impediam o livre mercado de existir.

Os próprios Sindicatos conspiravam contra o progresso econômico ao criarem acordos que limitam a capacidade de produção e expansão. Em vez de estimularem uma competição capaz de manter o mercado ativo, eram medidas que engessavam as ações em prol do “crescimento justo, comunitário e equiparado”.

O golpe certeiro foi quando após o Instituto Científico Nacional – uma instituição acadêmica que supostamente era composta pelas grandes mentes do país, mas em realidade só existiam cientistas populistas que se escondiam atrás de sua falsa busca pelo “bem comum” – publicar um parecer vago sobre o metal Rearden.

Tal parecer era vago em suas observações científicas, fazendo-se valer apenas de uma ideia que o metal feria o bem-estar das pessoas por não ser um bem coletivo. Apelava, também, para a opinião pública.

"– Qual a origem da opinião pública? – perguntou Claude Slagenhop numa transmissão radiofônica. – Não há uma origem definida. Ela é geral e espontânea. É um reflexo do instinto primitivo da mente coletiva."

Por outro lado, Dagny contou com o apoio de seus aliados e começou a agir de maneira mais rápida para garantir que a Linha Rio Norte fosse reconstruída para ser utilizada como peça-chave no avanço econômico do Colorado. A Linha Rio Norte foi rebatizada de Linha John Galt.

"Os jornais nada diziam a respeito da construção da Linha John Galt. Nenhum repórter foi enviado à obra. A política geral da imprensa fora determinada cinco anos antes por um famoso editor:" Não existem fatos objetivos. Toda reportagem não passa da opinião de alguém. Portanto, é inútil escrever sobre fatos.

Apesar da descrença generalizada, a Linha foi inaugurada. O futuro parecia mais promissor, pois agora existia a possibilidade de crescimento econômico e de um livre mercado – mesmo que dentro dos limites burocráticos do Estado.

O governo cria uma lei, então, impedindo que alguém possuísse mais de uma empresa, não poderia atuar em diferentes setores e não poderia ter um lucro maior que os outros empresários do mesmo setor.

"O pensamento é uma arma que se usa para agir. No seu caso, nenhuma ação era possível. O pensamento é o instrumento que se usa para fazer escolhas. Ele não tinha o que escolher. O pensamento determina os objetivos e a maneira de chegar a eles. Sua vida ia ser arrancada de si mesmo pouco a pouco, e ele não teria voz, nem objetivo, nem recurso, nem defesa."

O que se pode concluir desse primeiro volume, então, é que não existem contradições. Na vida, a mesma situação é entendida de maneiras diferentes porque os interesses e óticas de quem vive a situação são diferentes.

"Ninguém está certo, nem pode estar certo, jamais. Você acha que o mundo ao seu redor está errado? Você não tem meios de saber disso. Tudo está errado tal como o homem o vê – assim, para que criar caso? Não discuta. Aceite. Ajuste-se. Obedeça."

Volume II: Isso ou Aquilo 

O Volume II se inicia logo após Ellis Wyatt colocar fogo em sua reserva de petróleo, considerado pelos “defensores sociais” um ato de sabotagem antissocial, e sumir do mapa completamente.

Foi criado pelo governo em parceria com o Instituto Científico Nacional, o projeto de recuperação da Wyatt. O projeto tinha o intuito de assumir a operação dos poços, como medida de necessidade pública, uma vez que Wyatt não tinha herdeiros ou testamento.

A tomada dos campos petrolíferos Wyatt resultou em uma catástrofe para o mercado e para o abastecimento nacional. O governo teve que assumir o controle e impor racionamento de petróleo em todo o país, a fim de proteger as empresas consideradas essenciais.

Além disso, iniciou-se a época “sob o sol dos pequenos negócios”.

Isso foi um desastre para o setor empresarial, as grandes companhias, como as de energia elétrica, que consumiam óleo em quantidades imensas começaram a converter suas instalações para o consumo de carvão – e os clientes menores começaram a abrir falência.

O governo passou a conceder subsídios e a controlar o dinheiro da população ao “congelar” ou “descongelar” suas debêntures a partir de “necessidades essenciais”. A falta de liberdade financeira levou muitas pessoas a terem colapsos nervosos e cometerem suicídio.

Um detalhe interessante foi a falta de empatia daqueles que, supostamente, eram super preocupados com o social.

"E, quando o Sr. Beltrano se suicidava, as pessoas diziam: 'É, não sei, não, mas, se ele realmente precisasse do dinheiro, o governo teria dado. Tem gente que é muito gananciosa. '"

Outro grande problema enfrentado era o desaparecimento de pessoas inteligentes. O fenômeno era como uma "greve de cérebros", pois não só havia anos que ninguém verdadeiramente brilhante aparecia no mundo, mas os empresários, artistas e cientistas ainda vivos começaram a desaparecer misteriosamente.

Tal fato fica nítido no decorrer da obra ao retratar a luta de Dagny de encontrar um cientista capaz de reconstruir o motor que encontrou abandonado em uma fábrica em Wisconsin, logo após o sucesso da Linha John Galt.

O caos social e econômico piorou quando D'Anconia quebra sua própria empresa para evitar ficar nas mãos dos governistas oportunistas de Washington. Ele preferiu colocar toda sua fortuna em risco a viver sob ameaças como a seguinte:

"O dia dos barões da indústria terminou! Vocês controlam as fábricas, mas nós controlamos vocês! E vocês ou entram na linha ou então...".

Rearden, por outro lado, decidiu que iria combater o sistema abusivo do governo a partir de atos "antissociais". Ele agiu em benefício próprio ao negociar uma venda maior do que a lei permitia e, simplesmente, utilizou as brechas da própria lei durante o julgamento.

"Quando voltaram, o tribunal estava imerso num silêncio tenso; então anunciaram que Henry Rearden teria de pagar uma multa de 5 mil dólares, mas que a sentença fora suspensa."

Após o julgamento, Rearden foi abordado por trabalhadores frustrados e desesperados por serem as maiores vítimas da "caça aos barões da indústria", pois eles eram as pessoas que perdiam seus empregos quando as fábricas faliam e os vanguardistas sumiam.

Ele, então, percebeu a responsabilidade que os vanguardistas – empresários, artistas e cientistas – tinham no mundo: o de fazê-lo girar por meio da inovação e competição.

Porém, o governo ataca novamente ao promulgar o "Decreto 10.289", que representa um golpe certeiro na liberdade econômica. Uma curiosidade interessante sobre o decreto é que a autora tomou como base as leis soviéticas que tanto causaram danos aos países socialistas após o fim da URSS.

Em protesto à diretiva que proíbe os funcionários de deixar seus empregos e nacionaliza todas as patentes, Dagny viola a lei e se demite. Enquanto Rearden é chantageado pelo governo, com ameaças de divulgar seu caso com Dagny, para obter a ajuda dele Hank, o governo o chantageia.

E, assim, o segundo volume aborda a realidade dualista da vida: isto ou aquilo. Dificilmente é possível conseguir tudo o que queremos, ao escolher percorrer um caminho estamos permanentemente abandonando o outro. Portanto, estamos sempre enfrentando as escolhas de Jano, o deus romano dos inícios e mudanças.

Volume III: A = A 

O início do terceiro volume se dá após Dagny sofrer um acidente aéreo, ela tenta ir atrás do engenheiro que trabalha no projeto do seu motor secreto – que foi inventado e abandonado por um engenheiro chamado John Galt.

Dagny cai no esconderijo de Galt, um vale isolado onde os dois líderes empresariais desaparecidos estão escondidos. O desaparecimento é parte do plano de Galt.

Ele está liderando uma greve organizada dos “vanguardistas” contra uma sociedade que exige que eles sejam sacrificados e sustentem o peso do mundo em seus ombros.

Dentre os “vanguardistas” estão Francisco, o compositor favorito de Dagny, Richard Halley, e o infame pirata Ragnar Danneskjöld.

O desdobrar da obra ocorre com uma sucessão de eventos que culminam num golpe político avassalador para a democracia: um golpe de estado que implantou uma ditadura.

O golpe foi dado por um grupo, que ao tomar o Governo para si, começa a implantar uma ideologia coletivista e parasitária, onde existia a obrigação de se trabalhar por todos, ou seja, o produto do trabalho de um não seria mais de si mesmo e sim, de todos.

Tal ideologia implicou em uma realidade prática em que os mais talentosos e produtivos sustentavam os sem talento, preguiçosos e improdutivos – diminuindo os estímulos de produção.

Esse acontecimento é danoso para o país, pois o mesmo é lançado a um mar de pobreza e caos.

A redenção é alcançada com o retorno dos vanguardistas ao mundo e após o desmantelamento do governo.

Esse retorno se dá após Galt colocar em prática o seu plano de mudar a opinião pública. Ele discursa em uma transmissão de rádio nacional – o discurso nada mais é do que a explicação do tema do romance e o objetivismo de Rand.

Esse é o desfecho do terceiro e último volume da obra. Nele, entendemos que A = A somente quando acreditamos que A = A, pois somos os responsáveis por nossas crenças, sentimentos e reações.

Outros livros sobre estratégias para o sucesso

Seria impossível não indicar a leitura do clássico “A Mão Invisível” de Adam Smith como sugestão de leitura. Na obra, você aprenderá como a economia é profundamente afetada pelo (neo)liberalismo e pela divisão do trabalho.

Assim como Rand acredita que os vanguardistas são gigantes, na obra “Poder Sem Limites”, Tony Robbins explica que, geralmente, a autoestima está ligada ao sucesso. Uma das maneiras de se ter sucesso, portanto, seria despertar o gigante em você ao ter uma autoestima elevada.

Por fim, a indicação para aprender a lidar com as batalhas da vida é o livro “A Arte da Guerra”, de Sun Tzu, para se ter conhecimento de forma antecipada, promovendo uma vantagem competitiva para seu exército ter informações privilegiadas. Além disso, você entenderá as táticas do inimigo e saberá traçar novas estratégias para superá-las.

Certo, mas como aplicar os ensinamentos da filosofia da obra na minha vida?

  • Não tenha vergonha de ser bem-sucedido, ignore as críticas dos incompetentes e dos vagabundos;
  • Não viva por ninguém e não peça para ninguém viver por você;
  • Mente sã, corpo são- use sua cabeça para pensar e seu corpo para agir;
  • A sua vida é sua, ou seja, você deve ser o senhor do seu próprio destino.

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Livro 'A Revolta de Atlas' Ayn Rand

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