Capitalismo Consciente - John Mackey, Raj Sisodia

Capitalismo Consciente - John Mackey, Raj Sisodia

Aprenda aqui neste resumo, os 4 pilares do movimento que vem transformando as maiores organizações do mundo.

Você prefere trabalhar em uma empresa que visa somente o lucro ou em uma que luta por um propósito maior? Você gostaria que todas as empresas tratassem todos os stakeholders da mesma maneira?

Aprenda, nesse resumo do livro "Capitalismo Consciente" a como transformar sua empresa, gerando valor para os seus clientes, fornecedores, funcionários, investidores e meio ambiente, à exemplo de grandes nomes do mundo empresarial como o Google e a Southwest Airlines.

Ficou curioso sobre o tema e quer saber mais sobre este assunto? Fique atento a esta leitura surpreendente!

Sobre o livro "Capitalismo Consciente"

O livro "Capitalismo Consciente - Como Libertar o Espírito Heroico dos Negócios" é a tradução da obra "Conscious Capitalism: liberating the heroic spirit of business", que foi escrita por John Mackey e Raj Sisodia e lançada pela Harvard Business Review Press.

A versão brasileira, lançada em 2018 pela editora Alta Books, conta com 348 páginas, divididas em 4 partes e com 18 capítulos, que buscam trazer a essência do movimento capitalismo consciente de maneira clara e bastante explicativa sobre os princípios, conceitos, práticas e aprendizados.

Sobre os autores John Mackey e Raj Sisodia

John Mackey é fundador e Co-CEO da empresa Whole Foods Market que, segundo a Forbes, conta com mais de 70 mil colaboradores na Inglaterra e na América do Norte. Um fato curioso foi que em 2006, John reduziu seu salário para US$1, 00 e continuou a trabalhar, tudo isso movido pela paixão de fazer parte de uma grande empresa.

Além disso, por meio de sua mentalidade, John tem várias iniciativas sociais, como a Whole Planet Foundation, que busca reduzir a pobreza em países que estão em fase de desenvolvimento. Somado a isso, Mackey é um dos fundadores do Movimento Capitalismo Consciente.

Raj Sisodia é PhD em Marketing pela Columbia University. Em 2003 foi citado como um dos 50 principais estudiosos de marketing e hoje leciona essa matéria na Bentley University. Além disso, Raj é autor de sete livros, incluindo "Empresas Humanizadas", considerado um dos melhores livros de negócios pela Amazon. com, no ano de 2007.

Raj Sisodia também atuou como consultor em algumas empresas milionárias, como, por exemplo, a Volvo, o Grupo Pão de Açúcar e a IBM. Ele também é um dos fundadores do Movimento Capitalismo Consciente e é um dos gestores desta organização.

Esse livro é indicado para quem?

O conteúdo abordado pelos autores é indicado para quem deseja compreender a transformação que o capitalismo vem sofrendo nos últimos anos. A batalha somente pelo lucro está perdendo lugar.

Desta maneira, se você quer compreender sobre essas mudanças, quer estar preparado para o que está vindo ou se você quer transformar sua empresa, este livro é para você!

Ideias principais do livro "Capitalismo Consciente"

  • Explicação sobre o que é o Capitalismo Consciente;
  • A importância da definição de Propósitos e Valores para uma empresa;
  • Como os stakeholders impactam em todos os processos;
  • Características de uma empresa comandada por líder consciente;
  • A importância da cultura em uma empresa consciente.

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[Resumo do Livro] Capitalismo Consciente - John Mackey, Raj Sisodia, PDF

O que é o Capitalismo Consciente?

Na visão de John Mackey e Raj Sisodia, o capitalismo de livre mercado focado no lucro fez bem para a sociedade até certo ponto, mas, por outro lado, gera ganância e não se importa com grande parte dos stakeholders.

Diante desta perspectiva, John e Raj afirmam também que os negócios se baseiam em trocas voluntárias a fim de obter ganhos mútuos. Desta maneira, concluem que todos os stakeholders são de extrema importância para qualquer organização.

Com essa essência, surge o Capitalismo Consciente. O objetivo do movimento é servir de inspiração para a criação/adequação de um maior número de empresas que tenham propósitos claros e que sirva e atenda às necessidades de todos os stakeholders.

Os autores acreditam que, ao desenvolver empresas com estas características, é possível criar uma cultura de resiliência e inovação, além de promover a execução do trabalho com satisfação e alegria em cada organização.

Sendo assim, o lucro deixa de ser o único motivo pelo qual a empresa existe, pois nesses ambientes, os funcionários têm a possibilidade de se desenvolverem, tanto pessoal, quanto profissionalmente, o que implica em uma melhora de motivação e performance.

Os empresários, por sua vez, contribuem para uma sociedade na qual todos possam viver com propósito. As instituições, ao adotarem princípios do movimento, entram em sintonia com os interesses da sociedade e se alinham com as mudanças evolutivas que o ser humano vem enfrentando.

Para conquistar os objetivos que se propõe, o movimento Capitalismo Consciente é dividido em 4 princípios, são eles:

1 - Propósito maior e valores centrais;

2 - Integração de Stakeholders;

3 - Liderança Consciente;

4 - Cultura e gestão conscientes.

A importância do Propósito e dos Valores

Nesta parte vamos abordar o primeiro princípio, que é: Propósito maior e Valores centrais.

Mackey e Sisodia afirmam que empresas que têm como base um grande propósito conseguem gerar muito mais impacto. E saiba, isso vai muito além de resultados financeiros.

Mas, afinal, o que é propósito? Na visão de John e Raj, Propósito é a razão de existência de uma empresa.

E como ter este item bem definido pode melhorar os resultados? Segundo os autores, a ideia de propósito é capaz de mobilizar todo o time para conseguir atingir os objetivos estratégicos para a companhia.

Isso acontece porque a empresa deixa de ser um conglomerado de membros com objetivos individuais e passa a ser um time correndo atrás de um porquê. Isso impacta na motivação, no comprometimento, no nível de inovação e na capacidade criativa dos membros da empresa.

Dessa maneira, o propósito é para uma empresa, a fonte de energia e união. E aí, qual o propósito da sua empresa? Ficou difícil? Nós te ajudamos!

Segundo John e Raj, para definir um propósito, você deve se questionar:

  • Por qual motivo o negócio existe?;
  • Por qual motivo o negócio precisa existir?;
  • Quais são os valores centrais que movem a empresa e unem stakeholders?

Jeff Bezos, fundador e CEO da Amazon, também já deu dicas na construção de um propósito. Na visão dele, a empresa deve escolher uma missão que seja maior que ela.

Trouxemos alguns exemplos para te auxiliar:

  • Propósito da Disney: a imaginação a serviço da felicidade de milhões de pessoas;
  • Propósito da Southwest Airlines: dar às pessoas a liberdade de voar;
  • Propósito da BMW: oferecer às pessoas a experiência da alegria de dirigir

Além disso, o Co-CEO da Whole Foods Market, Walter Rob, diz o seguinte sobre o propósito da empresa:

"Não somos varejistas com uma missão. Somos missionários atuando no varejo. As lojas são uma tela sobre a qual pintamos nosso propósito mais profundo de trazer alimentos integrais e mais saúde para o mundo!"

E aí, viu como a definição de um grande propósito, claro e disseminado para todos da empresa pode fazer com os resultados? Então, comece agora a construir o seu!

Trate todos de forma iguais

Aqui vamos falar do segundo princípio: Integração de Stakeholders. Estes são classificados no livro "Capitalismo Consciente" como todas as entidades que impactam ou são impactadas por uma organização.

As empresas voltadas para o capitalismo propriamente dito observam essas partes como pilares necessários para a maximização dos lucros. As empresas conscientes, por outro lado, observam que cada stakeholder é importante e essencial para a execução do business.

Por que isso acontece? Após a definição de um propósito mútuo, é preciso tratar todos da mesma forma. A isonomia é uma característica para a manutenção do propósito.

Desta maneira, todos os stakeholders devem estar conectados e serem interdependentes, enquanto o negócio deve gerar valor para esta rede conectada.

Como assim? A empresa deve gerar valor para todos os pilares da companhia, pois, desta maneira, os pilares gerarão valor. É um caso de ganha-ganha.

É importante ter em mente que a empresa consciente busca gerar valor igual para todos os envolvidos no processo, o que os autores chamam de "Win".

Desta maneira, empresas conscientes não optam por trade-offs. Quando há algum conflito entre a rede de apoio, há o estímulo da criatividade para criar soluções nas quais todos os stakeholders saiam ganhando.

Percebe como as empresas conscientes optam por sinergia entre todos os envolvidos? Para isso acontecer, é preciso ter transparência com todos os envolvidos no processo, além de ter em mente que todos são seres humanos e devem ser tratados como um.

John e Raj afirmam que quando as relações com os envolvidos são bem sustentadas, forma-se um ciclo virtuoso. Em vários casos, clientes acabam virando colaboradores ou acionistas.

Líder melhor = Mundo melhor

O terceiro princípio a ser compreendido é o da Liderança Consciente. Não adianta ter valores, princípios, stakeholders integrados se não houver líderes conscientes na empresa.

Para exemplificar isso, a Pivot, uma consultoria especializada em desenvolvimento de líderes afirma:

"Líderes melhores = mundo melhor"

Nesta parte de "Capitalismo Consciente", John Mackey e Raj Sisodia trazem uma análise histórica da evolução das empresas. Para eles, no início, as empresas foram moldadas por características militares.

Desta maneira, as organizações apresentavam lideranças pautadas em comandos e controles. Por conta disso, pessoas motivadas em exercer poder eram atraídas e contratadas.

Os autores afirmam que o ambiente de negócios era similar a uma praça de guerra e o mito de que os melhores guerrilheiros dão líderes exemplares se disseminou em todas as organizações.

Todavia, este tipo de liderança começou a desagradar os acionistas, pois as empresas se tornavam sólidas de forma interna, mas não cresciam.

Desta maneira, o estilo de liderança foi sendo alterado. Segundo John e Raj, deixou de ser "militarista" e passou a ser "mercenário".

Nesta nova fase, os líderes focavam no valuation e nos valores de ações das empresas, pois se tornariam mais atrativas aos investidores.

O Capitalismo Consciente traz, por sua vez, a ideia de que líderes conscientes devem ser motivados a servir ao propósito da empresa. Desta maneira, sua função é desenvolver habilidades necessárias para engajar, motivar, inspirar e orientar toda sua equipe.

O comportamento deste líder é norteado pelo exemplo e pela proposta de união dos stakeholders.

É perceptível que líderes conscientes deixam de lado as características de poder (militarismo) e o enriquecimento pessoal (mercenário) e se preocupam em construir um legado (propósito).

A Diferença entre Liderança e Gestão

Neste tópico, os autores trazem a diferença entre liderança e gestão. Para eles, a liderança está aliada à mudança e transformação, enquanto gestão, por sua vez, é implementação e eficiência.

Para exemplificar a diferença entre os dois termos, os autores citam John Kotter, um professor da Harvard Business School, que diz:

"Gestão demais sem liderança suficiente leva a muita estabilidade e foco no interior da empresa. Isso acaba resultando em declínio da organização. Liderança demais sem gestão suficiente também é perigoso: a empresa fica sem capacidade organizacional, disciplina e eficiência"

Na visão dos autores, líderes são arquitetos e responsáveis pela reformulação de um sistema preexistente. Os gestores são os encarregados de fazer com que o sistema funcione.

Sua empresa conta com líderes conscientes e gestores dispostos? Comece a pensar no que você pode fazer para mudar esta realidade.

A união faz a Cultura

Cultura e Gestão Conscientes, este é o quarto princípio apresentado no livro "Capitalismo Consciente".

Aqui Mackey e Sisodia afirmam que a implementação de uma Cultura e de uma Gestão Eficiente é capaz de contribuir para o desenvolvimento de uma empresa consciente.

A cultura é definida por aquilo que as pessoas fazem de maneira inconsciente no dia a dia da empresa.

Os autores afirmam que ela é uma força poderosa e invisível, pois ela garante estabilidade de uma empresa. Assim, é através de uma cultura bem definida que o propósito maior e os valores sobreviverão ao longo do tempo e resistirão às mudanças de liderança.

A cultura influencia nas características gerais de reuniões até aos modelos de comemorações quando metas são atingidas.

Desta maneira, quando há uma construção de uma Cultura Consciente, a empresa passa a ter um gigantesco diferencial competitivo.

A criação da Cultura Consciente permeia pelos pilares do movimento. É preciso:

  • Definir um propósito e valores;
  • Colaboração dos Stakeholders;
  • Formação de Líderes Conscientes.

A cultura é responsável por fazer a união e a intersecção de todos os pilares. Por isso, os autores trazem algumas características de empresas que têm culturas conscientes, são elas:

  • Confiança;
  • Responsabilidade;
  • Cuidado;
  • Transparência;
  • Integridade;
  • Lealdade;
  • Igualdade.

Além disso, empresas conscientes trazem características como uma gestão descentralizada, que permite autonomia e promove a colaboração entre todos os envolvidos.

Essas características são capazes de promover a criatividade e inovação de uma empresa.

O que outros autores dizem a respeito?

No livro "Reinventando as Organizações", Frederic Laloux diz que as organizações se moldam de acordo com a evolução da consciência humana. Hoje, existem algumas empresas que incentivam seus funcionários a participarem da tomada de decisões mais complexas.

Heidi K. Gardner, no livro "Smart Collaboration", ressalta a importância de cultivar uma colaboração inteligente com seus funcionários. Dessa forma, tem-se um time formado por grandes profissionais alinhados a fim de expandir seus horizontes, inovar, trabalhar em equipe e conquistar a lealdade do cliente.

Em "Comece Algo que Faça a Diferença", Blake Mycoskie mostra a conexão entre propósito social e empreendimento. Para isso, o livro apresenta como Blake uniu ambições pessoais, profissionais e filantrópicas em uma única missão ao criar uma empresa que doava calçados para crianças argentinas.

Certo, mas como posso aplicar isso na minha vida?

Vamos lá, para conseguir transformar sua empresa ou criar uma empresa consciente, é preciso:

  • Definir valores que a empresa acredita;
  • Trabalhar por um propósito maior que a empresa;
  • Definir todos os stakeholders e tratá-los da mesma maneira;
  • Integre os stakeholders e busque sempre uma solução Ganha-Ganha;
  • Seja um líder ou ser humano consciente, independentemente da posição que ocupa hoje;
  • Saiba que a cultura atua de forma inconsciente, mas impacta nos resultados. Por isso, trabalhe para implementar uma cultura consciente na sua empresa.

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