Resumo do livro Liderança Consciente - John Mackey, Steve McIntosh, Carter Phipps

Liderança Consciente - John Mackey, Steve McIntosh, Carter Phipps

Aprenda neste resumo como as vivências do autor de Capitalismo Consciente e CEO da Whole Foods o permitiram sair do convencional e pensar mais em seus stakeholders.

“Penso, logo existo”. Você provavelmente já ouviu essa frase do filósofo René Descartes. Mas, além de existir, o que será necessário para ser consciente?

Segundo John Mackey, autor do livro Liderança Consciente, ser um líder com essa característica significa ter muito mais integridade e responsabilidade, que só podem ser conquistadas através de uma jornada de auto-desenvolvimento.

Imagine ter que enfrentar uma entrevista para saber se continua como CEO da empresa que co-fundou e guiou por mais de vinte anos, ou se será “convidado a se retirar”.

Foi esse o momento em que Mackey percebeu que precisava evoluir, não só a si próprio, mas também seu estilo de liderança, reaproximando-o das necessidades da empresa. Dali em diante, conseguiu permanecer no cargo e ajudou a levar o faturamento anual de 1 bilhão para 19 bilhões de dólares.

Para que você não precise enfrentar um desafio externo tão grande como esse para só então perceber o conflito interno, continue lendo este resumo e aprenda pela experiência de Mackey as reflexões que aprendeu a tanto custo.

O livro “Liderança Consciente”

Liderança Consciente, de John Mackey, com co-autoria de Steve McIntosh e Carter Phipps, é um best-seller do Wall Street Journal. O sucesso do livro de 256 páginas vem muito de dois fatores.

O primeiro é o tamanho da experiência que seu autor traz e esclarece na obra. Afinal, quem não gostaria de saber as estratégias que orientaram o CEO da Whole Foods em sua jornada de quatro décadas de liderança?

O segundo é, claro, o best-seller antecedente a este, Capitalismo Consciente, que deu origem a todo um movimento homônimo buscando formas inovadoras de implementar negócios sustentáveis.

Sempre abrindo os capítulos com uma frase inspiradora de algum líder - não só empresarial -, a obra traz histórias do início de carreiras de sucesso, técnicas e sessões com o nome “kit de ferramentas do líder consciente” que ensinam a enxergar além do habitual.

Quem são John Mackey, Steve McIntosh e Carter Phipps? 

Os maiores êxitos de John Mackey, sem dúvida alguma, são a criação e direção ao sucesso da empresa Whole Foods, de 95 mil funcionários e com mais de 500 lojas, recentemente comprada pela Amazon, e do livro “Capitalismo Consciente”, com um tendo clara influência no modo de guiar o outro.

A conceituada revista sobre economia Fortune já o classificou como um dos 50 maiores líderes do mundo. A mesma revista também colocou a Whole Foods em sua lista de 500 empresas.

Seus co-autores são envolvidos com o pensamento político, social e com o empreendedorismo, além de serem autores de diversos trabalhos escritos. O psicólogo social da Universidade de Nova York e autor de best-sellers Jonathan Haidt parabenizou os dois pela autoria de um dos “ensaios mais perspicazes que já leu sobre as causas do problema de polarização hiper-partidária dos Estados Unidos”.

Por que ler “Liderança Consciente”?

Governos, organizações sem fins lucrativos, instituições educacionais, forças armadas, além das empresas. Sabe o que todos esses ambientes têm em comum? Segundo o autor, todos precisam de líderes conscientes.

Os exemplos do livro vêm bem mais das companhias, mas mesmo assim, a intenção de Mackey e seus coautores é que os princípios e práticas que compartilham “possam ser aplicados em qualquer setor”.

Portanto, a leitura é válida para quem deseja aprimorar suas habilidades de liderança, permitindo conhecer-se melhor enquanto líder, ao passo em que auxilia todos que são afetados a também obterem o melhor resultado.

Quais são os pontos principais de “Liderança Consciente”?

  • A liderança não é um cargo fixo de poder, mas um caminho constante de serviço;
  • O amor é possivelmente o valor mais poderoso e menos utilizado, se tratando de liderança;
  • Líderes conscientes gerenciam a teoria da polaridade: enquanto existe o positivo-negativo, há também o positivo-positivo, onde ocorre colaboração e competição;
  • A inovação precisa trazer valor, independente de onde venha;
  • Descansar também faz parte do trabalho.

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Qual a importância de visão e virtude na liderança?

Segundo o autor, “o primeiro e mais importante trabalho de todo líder consciente é conectar pessoas ao propósito”. Esse propósito não deve ser guiado pelo lucro, mas pela contribuição que fará ao mundo.

Por exemplo, para a multimilionária Google, o valor é no conhecimento que transmite, ajudando seus usuários a contornarem empecilhos do dia a dia.

A Lei da Tampa, de John Maxwell, demonstra a razão de a condução da empresa vir daí quando diz que “o potencial de uma organização é limitado pelas capacidades de seu líder”.

Lembrando que o propósito é, assim como a liderança, um processo, não um destino. Também vale destacar que uma dose de pragmatismo também fortalece o propósito, de forma que o pragmatismo sozinho carece de sentido.

Para auxiliar nessa missão, é importante que você desenvolva defensores do propósito. São pessoas que fazem parte da empresa e estão alinhadas ao propósito, mas suficientemente distantes dos processos rotineiros, para que, quando necessário, possam intervir em grandes decisões, ajudando a colocar sempre o ideal maior em destaque.

A atenção ao propósito na empresa envolve sua comunicação e demonstração constante, até com símbolos físicos, mesmo.

Um exemplo interessante que o autor traz é o de Jeff Bezos. No início da Amazon, deixava uma cadeira vazia nas reuniões representando o cliente, remetendo ao propósito de ser “a empresa mais centrada no cliente do mundo”.

O próximo foco de um líder consciente deve ser agir com amor, mudando a forma de enxergar o trabalho. Quando é autêntico, esse sentimento economiza até mesmo os gastos com marketing da empresa.

Essa virtude mestra se mostra em seis faces, no ambiente de trabalho:

  1. Praticar a generosidade: fique na companhia de pessoas generosas;
  2. Praticar a gratidão: refletir sobre o que há de bom na vida quando acorda, antes das refeições ou antes de dormir;
  3. Praticar o reconhecimento: “flagrar” alguém fazendo algo certo;
  4. Praticar o cuidado: se perguntar "como posso ser mais útil nessa situação?";
  5. Praticar a compaixão: estar totalmente presente no momento faz com que você perceba os sentimentos;
  6. Praticar o perdão: praticar a intenção de se libertar do rancor.

Na Whole Foods Market, empresa de John Mackey, uma situação simples em que aplicam o amor na relação trabalhista é quando, antes de terminarem qualquer reunião, perguntam: “Alguém gostaria de elogiar algum colega de trabalho?”.

Finalizando a parte das três mais importantes visões e virtudes, vem a integridade. Por ser um conceito tão subjetivo e até mesmo ambicioso de se alcançar plenamente, o autor o divide em cinco atitudes, para facilitar o entendimento de como seria sua aplicação:

  1. Falar a verdade; 
  2. Ter honra; 
  3. Autenticidade; 
  4. Credibilidade;
  5. Coragem.

Um tipo de liderança citado é o da liderança servil, que engloba muitos dos conceitos trabalhados nesta sessão. É quando o líder exerce o papel de alguém que serve à organização em vez de impor poder sobre ela. Se tem dúvidas a respeito da eficácia do método, é assim que acontece na famosa franquia de cafés Starbucks.

Qual a importância de mentalidade e estratégia na liderança?

Aqui também estão as três principais formas de um líder consciente aplicar uma mentalidade evoluída e estratégia bem programada.

Primeiro, essa pessoa deve buscar soluções benéficas para todos, em qualquer desafio. O autor chama isso de “situações ganha-ganha-ganha”, onde qualquer proposta negociada é positiva para a própria empresa, para a parte com quem se negocia e para a comunidade, que podem ser os clientes, por exemplo.

Em negociações difíceis, o escritor recomenda afirmar repetidamente a vontade de encontrar essa solução. Quando há intenção e convicção, a mente criativa subconsciente entra em um processo de busca naturalmente, que pode acabar trazendo resultados inesperados.

Essas situações requerem tempo e espaço para poder pensar nas opções possíveis, além de boa comunicação, transparência e confiança entre os envolvidos - sem deixar de se precaver.

E, se você pensa que o pensamento sistemático é sempre algo ruim, aqui é recomendado, talvez com um significado diferente do que normalmente é atribuído.

Também chamado de inteligência sistemática ou consciência integral sistemática, diz respeito mais aos diversos sistemas, complexos e interrelacionados, a serem considerados para a solução: sociais, econômicos, políticos, entre outros. A abordagem ideal compreende os relacionamentos entre eles e concilia a forma como um afeta o outro.

A próxima aplicação da mentalidade e estratégia conscientes é inovar e criar valor. Tire um tempo para refletir sobre as inovações que, ao longo do tempo, saíram de uma ideia diferenciada e conquistaram espaço no mercado, melhorando nossas vidas. Comece fazendo isso com simples objetos corriqueiros ao seu redor e reflita sobre quando foram introduzidos na sociedade.

Mas como você pode ter a próxima dessas inovações vindo de sua própria empresa? Não basta encorajar a criatividade individual de um ou outro funcionário, é preciso infundir a inovação no DNA da empresa e dinamizar toda a cultura organizacional, das seguintes formas:

  • Crie os incentivos certos;
  • Incentive a competição saudável;
  • Abrace o diferente;
  • Comece uma cultura interna forte (que o autor chama de “conspiração”);
  • Reconheça a inovação enquanto ela acontece.

E se a oportunidade de inovação não vier 100% de dentro de sua companhia, não evite pegar inspiração, fuja do que Mackey chama de “síndrome do não inventado aqui”.

O líder consciente está mais preocupado com a ideia do que com o lugar, o modo, ou de quem ela veio. Isso demonstra humildade, uma vantagem competitiva poderosa.

Claro, a ideia no papel é apenas uma parte do caminho, não se esqueça de operacionalizá-la para gerar o valor potencial.

Fechando a parte estratégica, fuja do “curto-prazismo”, líderes conscientes pensam no longo prazo de suas ações e escolhas”.

Uma situação que também se relaciona com o “ganha-ganha-ganha” é a diferença entre ganhar no curto prazo e construir para o longo prazo, ou “jogos finitos” e “jogos infinitos”, nos termos do acadêmico James Carse.

Os infinitos não buscam “vencer” uma negociação, mas continuar no jogo. Enquanto os finitos focam no que parece uma vitória momentânea mas pode prejudicar a empresa futuramente.

Agora, para prever boas oportunidades, fazer bons investimentos, planos eficientes e reagir da melhor forma ao que é tendência, em um mundo com mudanças tão aceleradas, o teórico Stuart Kauffman trouxe o termo “possível adjacente”.

É algo que grandes líderes já utilizam, mas por instinto, mesmo que não conheçam o nome. Significa analisar qual futuro desejado pela equipe é conquistável, possível, sem dar “um passo maior do que a perna”.

Isso retém a atenção nas coisas mais importantes e possibilita agir com mais clareza ao trilhar um caminho entre a realidade atual e o que se espera atingir.

Claro que, a cada passo dado, o adjacente possível também avança, expandindo suas possibilidades.

Por isso é recomendado um pensamento global e exponencial, em vez de linear e local, acompanhando a progressão dos caminhos abertos, podendo explorar toda a ampla gama de novas oportunidades conquistadas passo-a-passo.

Qual a importância de pessoas e cultura na liderança?

Aqui, os pontos-chave que o livro traz são desenvolver a equipe constantemente, revitalizar regularmente e aprender e crescer continuamente.

Um ponto para já se atentar no que diz respeito ao pessoal da empresa é como proceder com contratações e demissões. Na Whole Foods, o objetivo é preencher 75% das posições de liderança com pessoas que já trabalham na empresa, e trabalham para que esse nível suba, pelo menos, mais 5%.

Quando houver a necessidade de contratar alguém novo, ser inteligente e ter um QI alto são características a serem levadas em conta, claro, mas as prioridades na avaliação devem ser inteligência emocional, caráter e ajuste cultural.

Outra forma de se espelhar na empresa do escritor é na transparência salarial. Lá, a compensação de todos da empresa, até mesmo dos líderes, está disponível no relatório de divulgação de salários.

Isso fornece uma visão da igualdade salarial e dá poder de consulta à liderança para alguém que se sinta injustiçado. Já a empresa, pode mudar possíveis incompatibilidades mais facilmente, tem o senso de solidariedade fortalecido e diminui conversas e informações atravessadas sobre pagamentos, melhorando o ambiente.

É responsabilidade do líder se perguntar e perguntar aos próprios liderados como anda a química interna, o relacionamento entre cada um, e se preocupar também, “assim como um pai pensa em seus filhos”, como é possível aprimorar o desenvolvimento deles.

Como estamos lidando justamente com pessoas, e não máquinas, o descanso é fundamental em qualquer serviço. O livro traz um estudo que mostrava mais de 60% dos trabalhadores norte-americanos como esgotados ou altamente estressados.

Além disso, a estimativa da Harvard Business Review é de que o esgotamento laboral é responsável por um gasto de 125 a 190 bilhões de dólares com saúde por ano.

Chegando ao público-alvo do livro, para os líderes sêniores, a Harvard Medical School apontou 96% de esgotamento em algum nível. 32% tinham o caso de esgotamento extremo.

No combate a esse quadro, o autor recomenda atividades de escape, como jardinagem, meditação e jejum digital, para regenerar os quatro tipos de energia: física, mental, emocional e espiritual.

Claro, para que as respostas sejam confiáveis, você deve treinar suas habilidades em dar e receber feedback. Comunicar essa intenção à sua equipe é o primeiro passo. Essa troca de aprendizados humaniza o líder e incita a equipe a ser mais paciente e compreensiva com os erros.

Vale deixar aqui, também, algumas práticas de liderança que o autor recomenda para desenvolver uma cultura consciente de verdade:

  • Torne a felicidade dos colaboradores um valor central;
  • Pratique o que você prega;
  • Líder, conheça a ti mesmo;
  • Crie um ambiente de segurança e confiança;
  • Ofereça metas e avaliações claras.

Livros sobre Estilos de Liderança e Gestão de Pessoas

É impossível dizer qual é o melhor estilo de liderança, mas, com certeza, um dos que têm os ideais mais próximos aos da liderança consciente é a Liderança Shakti. Neste resumo, além de consciência, você vai aprender a desenvolver, em sua liderança, mais criatividade, cooperatividade e inclusão.

Em “Líder Humano Gera Resultados”, o foco é na compassividade enquanto lidera. Sendo também um modelo não-convencional, neste, a consciência vem através do autoconhecimento que se recomenda para o líder, antes de qualquer coisa.

Outro tipo de liderança que traz a importância de soft skills na busca por respeito e melhores resultados dentro da equipe é o trazido no resumo de “The Kind Leader”. Como a tradução do nome sugere, a gentileza de um líder pode ser uma característica interessante de se aplicar ao mesmo tempo em que sua consciência.

Como posso ser um líder melhor com o livro “Liderança Consciente”?

  • Mude as metáforas que utiliza no local de trabalho com termos bélicos para expressões de comunidade;
  • Procure atividades que regenerem após dias intensos de foco no trabalho;
  • Seja transparente, forneça relatórios com informações da empresa para seus funcionários;
  • Mantenha em mente sempre o esforço de continuar buscando pela opção que favoreça as três partes;
  • Enxergue seu trabalho como servir a empresa, e não dominá-la.

Avalie o resumo de “Liderança Consciente”

John Mackey diz no livro que, para responder aos problemas, um CEO precisa ter “a sabedoria de Buffett, a assertividade de Churchill, a criatividade de Jobs, a inteligência emocional de Oprah e a paciência de Mandela”.

Você pode exercitar todas essas capacidades deixando um comentário a respeito do resumo, logo abaixo!

Pratique a sabedoria ao enxergar os pontos fracos e fortes da produção, a assertividade em fazer suas ideias claras, a criatividade em construir um bom comentário, a inteligência emocional de fazê-lo de forma cordial e, por fim, a paciência de aguardar que possamos trazer sempre um melhor conteúdo com base em suas avaliações!

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