Lifelong Learners - Conrado Schlochauer

Lifelong Learners - Conrado Schlochauer

Qual é o segredo para aprender durante toda a vida? Descubra como se apaixonar pelo aprendizado contínuo com o resumo do livro de Conrado Schlochauer.

O dinamismo do mundo contemporâneo fez com que as pessoas buscassem cada vez mais por constantes atualizações de suas habilidades e conhecimentos, não é verdade?

Justamente por isso, provavelmente você já ouviu alguém falar que “já está velho demais” para aprender sobre determinado assunto ou para tentar a reinserção no mercado de trabalho.

Eis que surge uma metodologia cujo foco é aprender a aprender e se manter relevante, retratada no livro “Lifelong Learners”, do autor Conrado Schlochauer.

Essa metodologia é acompanhada pelo “lifelong learning”, termo em inglês que, em tradução livre, significa “aprendizado ao longo da vida”, e está em alta nos últimos anos, principalmente porque estudos da IFTF (Institute For The Future) apontam que 85% dos trabalhos que existirão até 2030 ainda não foram criados.

Se você deseja acompanhar as mudanças do mercado e se manter ativo profissionalmente, continue a leitura do nosso pocketbook para entender mais sobre o tema.

Vamos lá?

O livro “Lifelong Learners

O livro “Lifelong Learners - o poder do aprendizado contínuo: aprenda a aprender e mantenha-se relevante em um mundo repleto de mudanças” foi lançado no pico da pandemia de Covid-19, em 10 de junho de 2021, pela Editora Gente.

A obra possui 256 páginas e 14 capítulos divididos em duas partes: a primeira direcionada à razão de se tornar um lifelong learner e a segunda referente aos caminhos para colocar esse termo em prática.

Dessa forma, o autor pontua que todas as pessoas possuem uma capacidade de aprendizagem inerente, não importa a idade, profissão ou objetivos de vida.

Além disso, ele reúne diversos insights para que o leitor possa identificar a necessidade de aprendizagem, fazer a curadoria do que aprender, elaborar uma rotina de aprendizado, entre outras visões.

Quem é Conrado Schlochauer?

Conrado é um empreendedor e ativista apaixonado por aprendizagem. Ele é fundador da nõvi - a lifewide learning company - e foi um dos criadores da Afferolab, maior empresa de aprendizagem corporativa do Brasil.

Além disso, é mestre em Criatividade pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e doutor em Psicologia da Aprendizagem pela USP.

Sempre questionando o modelo tradicional de educação corporativa e visando mostrar às organizações a importância de uma aprendizagem eficiente e inovadora, ele é frequentemente convidado a realizar palestras em diversas empresas e grandes eventos, além de escrever para sites e revistas.

Por fim, é casado e pai de três crianças, curiosidade que ele gosta de trazer no livro para auxiliar no seu entendimento do processo de aprendizagem do ser humano.

Por que ler “Lifelong Learners”?

Na parte inicial do livro, o autor diz que não consegue imaginar sua vida sem aprendizado. Mas, o questionamento é: quem de fato consegue? Aprendemos algo novo todos os dias desde que nascemos, não é verdade?

Passamos as duas primeiras décadas de nossas vidas frequentando escolas e realizando atividades relacionadas a ela, como aprender um novo idioma ou praticar algum esporte.

Após alguns anos estamos matriculados em alguma universidade e buscamos por um constante aprimoramento profissional e pessoal por meio de cursos, capacitações e palestras. Contudo, após esse período, muitas pessoas param de se capacitar.

Nesse sentido, o livro “Lifelong Learners” é recomendado para líderes, CEO’s e principalmente colaboradores de empresas. Afinal, o mundo muda constantemente e estar atualizado é sinônimo de vantagem e alguns passinhos à frente dos concorrentes.

Principais insights do livro “Lifelong Learners

  • Para estar preparado para aprender durante toda a vida, você precisa exercitar o seu cérebro e manter um estilo de vida saudável;
  • O lifelong learner não estuda somente por fontes formais: conversas, podcasts, vídeos e áudios também são válidos;
  • Adultos aprendem muito mais em ambientes informais;
  • Para realmente aprender um conteúdo, será necessário o alinhamento entre a teoria e a prática;
  • Quanto mais você aprende, mais potencializado e rápido será o seu próximo aprendizado;
  • Aprender não é sinônimo de estudar: existem diferentes fontes de aprendizado que nem sempre estão relacionadas ao estudo formal;
  • Existem quatro fontes de aprendizado: conhecimento, experiências, pessoas e redes.

O que significa o termo “lifelong learner”?

Na parte inicial do livro, Conrado Schlochauer diz que o termo “lifelong learner” transmite a ideia da importância da autonomia como base para o desenvolvimento de aprendizes ao longo da vida.

Em outras palavras, é um caminho para criar condições para que os adultos sejam capazes de aprender de maneira autodirigida, conceito que abordaremos ao final do resumo.

Segundo o autor, as pessoas ficam anos presas em um modelo de educação tradicional que restringe a liberdade e curiosidade dos estudantes. Contudo, esses mesmos alunos irão se deparar com um mercado de trabalho em constante mudança que exigirá constantes capacitações.

Algumas pessoas são apaixonadas por estudar e gostam de aprender diferentes temas ao longo da vida. Sendo assim, o termo parte de uma expressão com uma premissa muito simples: o aprendizado não tem validade.

Nesse sentido, o autor desmistifica a ideia de que o aprendizado acaba depois que conseguimos o diploma, seja do ensino básico, universidade ou especialização.

Com isso em mente, surge outro termo no livro: o “lifelong learning”.

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O que é “lifelong learning”?

A aprendizagem ao longo da vida, em tradução livre, é um tema discutido há mais de 40 anos. O conceito se desenvolveu no final dos anos 60 e contou com a publicação de duas obras da Unesco que foram consideradas um marco: An Introduction to Lifelong Learning e Learning to Be.

O principal objetivo da aprendizagem ao longo da vida é transformar a ideia de que o conhecimento acaba quando o estudante recebe um diploma.

O autor pontua que nos últimos anos o conceito ganhou uma nova dimensão devido à Quarta Revolução Industrial, pois o mundo sofre com constantes mudanças sociais e culturais.

Além disso, Conrado Schlochauer afirma que a aprendizagem é um processo que não deve ter um fim, visto que as pessoas adquirem um diploma, pensam que conseguiram atingir o ápice do conhecimento e encerram a jornada do conhecimento.

Contudo, o dinamismo do mercado de trabalho faz com que muitos profissionais com mais de 40 anos, ou seja, pessoas que imaginam que já estão “velhas demais” para recomeçar ou aprender algo novo, tenham que se deparar com novos aprendizados no auge da carreira.

Grandes nomes do mundo corporativo, como Bill Gates, apoiam a ideia e permanecem em constante desenvolvimento. O autor discorre sobre a vida do magnata e relata que ele sempre esteve cercado de pessoas que o incentivaram e colocaram o aprendizado como um pilar importante.

Segundo Schlochauer, Bill Gates conseguiu crescer em um ambiente que explorou a aprendizagem e ofereceu a liberdade para ele cultivar o amor pelo aprender que permanece até hoje, mesmo sendo a ilustre figura que conhecemos atualmente.

Por fim, o autor nos deixa a seguinte reflexão:

“Bill Gates não se tornou apaixonado por aprendizado apenas depois que fundou a Microsoft.”

Qual é a importância do “lifelong learning”?

O “lifelong learning” é um valioso diferencial competitivo. Quem consegue aprender diferentes conteúdos em qualquer estágio da vida é capaz de manter a qualidade do trabalho entregue ao longo dos anos, independente do contexto mundial.

Reinventar-se e se desenvolver simultaneamente significa ser capaz de aprender novas soft e hard skills, competências preciosas para o mercado de trabalho.

Além disso, o autor pontua que você poderá acompanhar as transformações do mercado, podendo se adequar a inúmeras tendências mundiais e aprender habilidades que o mantenha ativo no ambiente corporativo.

O que as empresas pensam sobre?

As próprias organizações se beneficiam da aprendizagem ao longo da vida e se mostram preocupadas com a necessidade de requalificação dos colaboradores.

Segundo Schlochauer, as empresas estão buscando por projetos de capacitação em larga escala, chamados de upskilling e reskilling, programas que visam o desenvolvimento de novas habilidades e a melhoria das já existentes, respectivamente.

Como exemplo, o autor cita a Amazon, organização que já investiu 700 milhões de dólares para fazer o upskilling de 100 mil funcionários até 2025.

Quais são as habilidades do futuro?

Estamos há algum tempo conversando sobre a importância do aperfeiçoamento profissional e pessoal e sobre competências para atender o mercado de trabalho.

Mas, afinal, qual é a habilidade que será um diferencial no futuro?

O autor menciona no livro que, segundo o relatório do Fórum Econômico Mundial, o aprendizado contínuo e ativo será a segunda habilidade mais demandada até 2025, atrás apenas do pensamento analítico e inovação.

Já no Brasil, as competências relacionadas à capacidade de aprender ocupam o topo do ranking.

Existe jeito certo de aprender?

Você consegue se lembrar do sentimento que sentiu ao assistir a um longo treinamento presencial?

Segundo o autor, os adultos são diferentes das crianças. Portanto, eles não podem utilizar a mesma lógica educacional para aprender, sendo a autonomia uma característica fundamental para o aprendizado autodirigido.

Conrado se baseia nos estudos de Piaget, psicólogo e pensador do século XX, que discorre sobre o desenvolvimento humano surgir em quatro estágios: sensório motor, até os 2 anos; pré-operacional, entre 2 e 8 anos; operacional concreto, dos 7 aos 11 anos; e operacional formal, até os 11 anos.

Após essa fase, Piaget afirma que é a interação com o ambiente que propiciará o aprendizado ao adulto.

Outros estudiosos mencionados pelo autor também destacam que a inteligência relacionada ao processamento de informações pode apresentar declínio. Sendo assim, precisamos de um bom condicionamento físico, pois um corpo saudável é sinônimo de cérebro bem cuidado.

Por fim, devemos buscar pelo aprendizado ao longo da vida. Afinal, quanto mais você aprende, mais potencializado é o seu cérebro. Segundo Conrado Schlochauer:

“Nossas funções cognitivas estarão mais ou menos ativas de acordo com o uso que fizermos delas e com nossa exposição a ambientes interessantes e diversos”.

O que é ser autodirigido?

Ainda no mesmo viés, você acredita que dependemos de outra pessoa para organizar o processo de aprendizagem?

Muitas pessoas imaginam que o aprendizado é proveniente dos ambientes formais e acadêmicos, como livros, cursos e aulas, desconsiderando o aprendizado informal. Para exemplificar o que é esse conceito, cabe a frase de Conrado Schlochauer: “em vez de aprender sobre o mundo, aprenda com o mundo”.

Além disso, o autor tenta desmistificar esse pensamento por meio do aprendizado autodirigido. Ser autodirigido, nas palavras de escritor, é:

“Ser capaz de decidir quais são as suas necessidades de desenvolvimento e, então, criar estratégias eficientes de aprendizado.”

Além disso, segundo Schlochauer, para praticar a autodireção, você precisa:

  1. Acreditar na sua capacidade de estruturar o seu aprendizado sem o apoio de um especialista;
  2. Desenvolver uma paixão pelo aprendizado: infelizmente, a escola foi um mal necessário na concepção de muitas pessoas;
  3. Aprimorar a sua capacidade de aprender através da metacognição.

Quais são as 4 fontes de aprendizado? 

Para a maioria das pessoas, o caminho natural em busca de um novo aprendizado consiste em se matricular em um curso, assistir uma vídeo-aula ou ler um livro.

Segundo o autor, adquirir conhecimento sobre um determinado conteúdo não é sinônimo de aprendizado. Nesse sentido, Conrado Schlochauer e Alex Bretas, ativista do aprendizado autodirigido, desenvolveram quatro fontes: conteúdo, experiências, pessoas e redes.

Conteúdo

Apesar do autor ressaltar a importância do aprendizado informal, os conteúdos formais ainda são meios fundamentais e indispensáveis para a base de um conhecimento sólido e construção de novos conceitos.

O essencial, neste caso, é fazer uma curadoria do conteúdo, realizar uma leitura ativa e escolher bem as plataformas de aprendizagem.

Experiências

As experiências são a base do aprendizado adulto e do ambiente informal. Com elas conseguimos ter as vivências que auxiliarão no desenvolvimento das competências.

Pessoas

Segundo Conrado Schlochauer, as pessoas são uma fonte de aprendizagem subaproveitada, mas igualmente relevante. Afinal, o conhecimento do outro complementa o nosso.

Por isso, devemos saber identificar quem tem experiência na área, estruturar um encontro que seja proveitoso e escutar abertamente o que o outro tem a dizer de maneira aberta.

Redes

Ser autodirigido não significa estar sozinho no processo de aprendizagem.

As redes são comunidades ou grandes impulsionadores com um papel de inovação e complementação das outras fontes de conhecimento. Elas oferecem conteúdos, experiências, conhecimento e fomentam o networking.

O que outros autores dizem a respeito?

Além de aprender a desenvolver as habilidades necessárias para se manter no mercado de trabalho, é fundamental que você entenda sobre gerenciamento de tempo. No best-seller A Arte de Fazer Acontecer, de David Allen, você encontrará o método GTD para aumentar a produtividade e eficiência do seu aprendizado.

Você está tentando a recolocação no mercado de trabalho? Sabemos que esse momento é um misto de sentimentos e que pode ser um baque para muitas pessoas. Com o livro “O Poder dos 5 segundos” de Mel Robbins, você aprenderá uma ferramenta que lhe ajudará a ter mais controle sobre sua vida e a acreditar no seu potencial.

Por fim, o livroLifelong Learners” também mostra a importância da curadoria no momento da aprendizagem contínua. Para complementar essa prática, o livro Essencialismo, de Greg Mckeown, ensina a focar no que realmente importa e que menos sempre é mais!

Certo, então como aplicar o “lifelong learning” na prática?

  • Atente-se às tendências e inovações do mercado;
  • Identifique seus pontos fortes e fracos: pratique o autoconhecimento;
  • Faça cursos para se qualificar nas áreas em constante crescimento e frequente palestras;
  • Os livros não são a única fonte de aprendizado: aposte nos audiobooks e podcasts para aprender sobre os temas de seu interesse;
  • Cerque-se de pessoas que acreditam no seu objetivo e que possam auxiliar no seu processo de aprendizagem.

Avalie o resumo de “Lifelong Learners

O que achou das ideias do autor Conrado Schlochauer sobre o aprendizado contínuo? Esperamos que o conteúdo possa agregar no seu crescimento profissional e pessoal e estratégias de carreira.

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