Na Raça - Maria Luiza Filgueiras

Na Raça - Maria Luiza Filgueiras

Saiba como uma demissão se transformou em uma empresa brasileira que vale dezenas de bilhões de reais!

Nesse resumo do livro "Na Raça", de Maria Luiza Filgueiras, você ficará por dentro da história dessa grande empresa brasileira e poderá retirar vários insights e aplicá-los, quem sabe, na criação de sua própria empresa!

Você já ouviu falar da XP Investimentos? A empresa que mudou a forma de investir do brasileiro e forçou os bancos a inovarem, começou com uma viagem de 20 horas de carro e uma salinha de 25 metros quadrados em Porto Alegre, bem longe do maior centro de investimentos do Brasil.

Este livro sensacional traz detalhes interessantes sobre a trajetória de Guilherme Benchimol e a história de sua empresa. Fique conosco e se inspire a dar um novo rumo a sua vida!

Sobre o livro "Na Raça: Como Guilherme Benchimol Criou a XP"

O livro "Na Raça: Como Guilherme Benchimol criou a XP e iniciou a maior revolução do mercado financeiro brasileiro" foi lançado em 2019 pela editora Intrínseca.

A obra escrita pela autora Maria Luíza Filgueiras conta com 237 páginas, divididas em 11 capítulos que trazem detalhes da história de Guilherme Benchimol e da XP, empresa que ele criou em 2001 e hoje é uma das maiores do Brasil no ramo financeiro.

Além disso, Jorge Paulo Lemann, um dos maiores empresários do Brasil, escreveu o prefácio deste livro incrível.

Sobre a autora Maria Luiza Filgueiras

Maria Luíza Filgueiras é formada em jornalismo e especializada em finanças e economia.

Além disso, ela já trabalhou na revista Exame, Valor Econômico e na Gazeta Mercantil, além de acompanhar a história da XP Investimentos e de Guilherme por 9 anos.

Maria também é considerada uma das jornalistas mais admiradas do país quando o assunto é finanças.

Esse livro é indicado para quem?

Em todo o conteúdo do livro, Maria Luíza Filgueiras busca trazer detalhes da vida de Guilherme Benchimol e da criação da XP Investimentos.

Dessa forma, se você quer se inspirar e descobrir como uma empresa saiu do zero e passou a valer bilhões de reais, este livro é para você.

Ideias principais do livro "Na Raça: Como Guilherme Benchimol Criou a XP"

Destacamos, de toda história da XP Investimentos e de Guilherme Benchimol, os seguintes temas:

  • Início da vida profissional de Guilherme e seus desafios;
  • A mudança de cidade e a vontade de fazer diferente;
  • O início e os desafios da XP Investimentos;
  • As decisões difíceis na trajetória da XP Investimentos;
  • A expansão da XP Investimentos.

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[Resumo do Livro] Na Raça - Maria Luiza Filgueiras, PDF

Início da vida profissional

Guilherme Benchimol é carioca, estudou economia na Universidade Federal do Rio de Janeiro e é filho de pais separados. Seu pai era um médico renomado no Rio de Janeiro, morava no Leblon (bairro mais caro da cidade). Sua mãe, por sua vez, era artista plástica e tinha uma vida mais regrada.

Desta forma, Guilherme teve acesso às duas realidades de forma simultânea. Aos fins de semana frequentava o Jockey Clube para jogar tênis e durante a semana, como morava com a mãe, tinha que desligar o ar condicionado à noite para não gastar muita energia.

A vida profissional de Guilherme começou na corretora Sênior, onde executava funções tediosas. Sua segunda experiência foi na corretora Icatu, uma das três mais famosas do Rio de Janeiro, ao lado de Garantia e Pactual.

Nesta empresa Guilherme atuava no back office, onde esperava uma oportunidade de se mudar para a mesa de operações. Enquanto aguardava sua vez, surgiu a primeira vontade de empreender.

Chegava ao Brasil a Vaporetto, uma máquina de limpeza a vapor de uma fabricante italiana. Guilherme elaborou Plano de Negócios para ser um representante de marca, mas a falta de dinheiro foi responsável pelo negócio não ter saído do papel. O "fracasso" da ideia trouxe para Guilherme o apelido de "Vaporetto" entre os amigos.

Em 1999 Guilherme se formou e conseguiu um emprego no banco Bozano, Simonsen. Ele começou a trabalhar em uma startup dentro do banco, a Investshop, que oferecia soluções de investimentos para pessoas físicas.

Aos 22 anos Guilherme viajava o Brasil todo para conseguir mais clientes para a startup, o que aumentou bastante seu networking. Guilherme ia bem nos negócios e conseguiu fazer dinheiro e até comprar um carro. No início dos anos 2000, a bolha da internet estourou e Benchimol perdeu o emprego.

Seu pai, que sempre foi muito duro, ao saber do insucesso do filho, não disse nenhuma palavra. Para ele, Guilherme já deveria ter iniciado um MBA e estava perdendo tempo.

Com vergonha de todos, Guilherme decidiu recomeçar em outro local. Ligou, em uma sexta-feira, para Carlos Corá, dono da corretora Diferencial, localizada em Porto Alegre, falando que iria trabalhar com ele. Na segunda feira Benchimol já estava em outro estado para recomeçar.

A mudança de vida

Nesta parte do livro, Maria Luiza Filgueiras relata o início da vida em Porto Alegre, onde Benchimol começou a trabalhar com Carlos Corá, na Diferencial, uma corretora de médio porte.

No Rio de Janeiro, Guilherme havia colecionado fracassos, mas no sul do país ele era admirado pelo fato de ter trabalhado em empresas reconhecidas nacionalmente, como a Sênior, a Icatu, e o Banco Bozano, Simonsen.

A mudança de realidade em pouco tempo foi gigante, Benchimol saiu de fracassado para admirado. Desta forma, atuando na Diferencial ele propôs uma alteração do modelo de negócios. Guilherme sugeriu a Carlos a criação de um escritório de agentes autônomos que teria conexão com a Investshop (startup em que trabalhava no Rio). Esse modelo seria excelente para a Diferencial, pois cortaria os custos fixos, uma vez que trabalhariam com agentes autônomos.

A ideia era boa, por isso Guilherme convidou Marcelo Maisonnave, um conhecido de Porto Alegre para trabalhar com ele nessa nova empreitada. Marcelo era formado em Economia na PUCRS e trabalhava de graça como trainee em uma outra empresa. A família de Marcelo tinha bastante contatos em Porto Alegre o que auxiliaria nos negócios.

Marcelo topou e os dois passaram a trabalhar como agentes autônomos dentro da corretora Diferencial. Com a necessidade de ampliar a equipe, eles contratam Ana Clara com um salário de R$300, 00 por mês. Como o negócio ia crescendo e se tornando cada vez mais independente da Diferencial, a dupla decidiu dar um nome, assim surgia a XP (que inicialmente se chamaria XPTO).

Na prática não mudou muita coisa, mas em 2001 nascia a XP Investimentos.

A Investshop, startup que Guilherme ajudou a fundar, era a principal parceira da recém nascida XP, mas com uma mudança no comando do banco no Rio de Janeiro, a parceria esfriou e a XP começou a apresentar resultados decrescentes.

A dupla, buscando uma outra alternativa para os negócios, começou a ensinar as pessoas a investirem na bolsa de valores por meio de cursos presenciais. Porém Guilherme estava em Porto Alegre e sem dinheiro, visto que ao declínio da parceria com a Investshop impactou nas finanças da XP.

Desta forma, Benchimol pediu dinheiro a seu irmão por parte de pai, Julio Capua. O argumento foi que ele havia descoberto o caminho, mas precisava de dinheiro. Seu irmão, que depois viria a ser seu sócio, fez o depósito.

No início dos anos 2000, A XP surgia e começava a dar lucro através de cursos de investimentos.

A XP nasce de vez

Maria Luiza Filgueiras relata que após alguns meses operando com lucro, os jovens estavam cada vez mais independentes e decidiram alugar uma sala em Porto Alegre. Eles compraram alguns computadores de uma lan house e iniciaram a operação independente da XP Investimentos.

Ana Clara, a estagiária, se tornou sócia da XP e começou a namorar Guilherme Benchimol. Os resultados continuaram a acontecer e, em 2004, Júlio, irmão de Guilherme, viaja para Porto Alegre e se torna sócio da empresa. A missão dele seria tocar a XP Gestão, uma nova iniciativa da companhia.

A autora relata que o negócio foi crescendo bastante e em 2005 distribuía aos sócios 30 mil reais por mês. Diante dessa escalada eles decidiram novamente mudar de sede. Guilherme considerava que era necessário estar nas principais avenidas para passar mais credibilidade aos investidores. Segundo relatos, os sócios consideram que esse foi o movimento mais arriscado da história da empresa.

Na mesma época, Eduardo Plass, um grande empreendedor no Sul, ofereceu 30 milhões na compra da XP. Apesar de ficarem balançados e assustados com o valor da empresa que haviam construído há poucos anos, os sócios recusaram. Sabendo do tamanho que a XP estava tomando, a autora relata que em 2007, Guilherme decidiu comprar uma corretora no Rio de Janeiro. Desta forma, neste mesmo ano nascia a XP Corretora.

Mesmo com vários desafios durante o percurso, a XP foi obtendo resultados surpreendentes atuando no Rio de Janeiro e em Porto Alegre. Maria Luíza relata que o crescimento da XP, em conversas informais, a faziam valer quase 240 milhões de reais.

Novamente diversificando os negócios, característica da empresa, em 2009 a XP criou uma Corretora de Seguros. Guilherme afirma ser um modelo mais recorrente de receita. Nesta parte do livro a autora afirma que os resultados, apesar de bons, ainda eram instáveis. Esse cenário abriu caminhos de investimentos por alguns fundos, o que modificou todo o percentual de sociedade da empresa.

Durante uma viagem para um congresso em Miami, os sócios decidiram que modificariam a forma de gestão. Eles decidiram que copiariam em tudo a Schwab, uma gigante americana do ramo financeiro. A XP foi crescendo tanto e atingiu o valor de mercado de R$1bi.

Para controlar o ego da equipe, Guilherme sempre foi uma pessoa muito dura com ele mesmo e com os executivos. Dessa maneira, a cultura da empresa, que sempre foi de baixa tolerância às extravagâncias e sem gastos exorbitantes, se tornava ainda mais incisiva.

Com o objetivo de fazer a empresa crescer ainda mais, Guilherme decidiu que precisava mudar o quadro societário da empresa. Durante esse período conturbado, ele se separou de Ana Clara por um ano, ela, por sua vez, vendeu as ações da empresa. Além disso, Marcelo, o primeiro sócio da XP também saiu. Brigas e desavenças fizeram com que a empresa mudasse bastante suas posições de liderança.

Mesmo passando por esses problemas a XP não parou, e ao mesmo tempo ampliava as operações comprando a Clear, uma corretora com perfil mais tecnológico.

A expansão

Após a saída de Marcelo, em 2015, Guilherme decidiu que era hora de se mudar para São Paulo. Assim, ele alugou 2 andares na Avenida Brigadeiro Faria Lima, considerada a Wall Street brasileira. A XP Investimentos crescia cada vez mais por conta da liderança do movimento de desbancarização.

A empresa surgiu com o lema de que bancos investiam mal o dinheiro das pessoas físicas. Dessa forma, além das taxas abusivas, os investimentos feitos não era os melhores. Isso gerou um crescimento gigante da XP devido a um movimento de migração de clientes. Vários saiam de bancos tradicionais e optavam por investir o dinheiro na XP.

A XP foi desenvolvendo um shopping de investimentos por meio de uma plataforma online e unificada, o que ampliava a gama de clientes. Devido ao crescimento exponencial, os sócios começaram a cogitar a possibilidade de realizar um IPO, que é abrir capital na bolsa de valores, ou seja, vender ações.

Sabendo disso, o presidente do Itaú, Roberto Setúbal entrou em contato com Guilherme Benchimol. Se por um lado a XP precisava de credibilidade e investimento, o Itaú queria uma forma de amenizar a perda de clientes. Depois de alguns meses de negociação, a proposta final do Itaú era a compra de 49, 9% da XP por 12 bilhões de reais, mais um aporte de 600 milhões na empresa e o controle ainda continuaria com Guilherme.

A dúvida que ficava entre os sócios era sobre qual imagem que a XP passaria para os clientes. Seria um rebelde que aderiu ao sistema ou um rebelde que precisava de credibilidade?

Guilherme e seus sócios ficaram na dúvida sobre o benefício desta negociação (que estava sendo realizada em segredo). Apesar de todas as dúvidas, em 2017, a venda foi oficializada. Guilherme se tornava bilionário e ciente de que este era apenas o começo.

O que outros autores dizem a respeito?

Por falar em inovação, no livro "Fome de Poder", Ray Kroc conta como foi a transformação de uma hamburgueria americana em uma das maiores redes de fast food, conhecida mundialmente pela sua marca.

Outra marca conhecida mundialmente por seu símbolo, a Nike, tem a sua história de começo simples, contada por seu criador Phil Knight no livro "A Marca da Vitória". Tudo começou com o primeiro empreendimento de um jovem recém formado, e se transformou numa revolução no mundo dos esportes de alta performance.

Uma empresa que não para de crescer e foi contra todas as expectativas e revolucionou o mercado hoteleiro. Em "A História da Airbnb" você vai conhecer como essa empresa foi criada e como ela foi de 0 a U$ 30 bilhões em apenas 9 anos.

Certo, mas como posso aplicar isso na minha vida?

Incrível a história de Guilherme e da XP Investimentos, não é mesmo? Quer construir algo semelhante? Separamos algumas dicas! Vamos lá:

  • Não desista de um propósito;
  • Faça networking;
  • Se arrisque;
  • Busque por soluções alternativas quando os resultados não vierem;
  • Às vezes será necessário tomar decisões difíceis;
  • Você precisa de pessoas para ir contigo.

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