The Age of Unreason - Charles Handy

The Age of Unreason - Charles Handy

Aprenda aqui o que é, e por que você deve evitar a mudança descontínua, e entenda como é possível fazer isso.

No resumo do livro “The Age of Unreason, vamos falar da visão de Charles Handy sobre desenvolvimento pessoal e melhoria contínua e de suas ideias de como podemos sair desse “sinal vermelho” e passarmos para uma era de engrandecimento.

O momento mais adequado para fazer a diferença é quando já temos algo bom e queremos deixá-lo melhor, e não quando queremos nos salvar do afogamento.

A aplicação da melhoria contínua também impacta fortemente a estrutura e o funcionamento das organizações. O conceito de trabalho, hoje em dia, também passa por mudanças.

Essas alterações podem ser benéficas tanto para o mundo dos negócios quanto para a sociedade, tornando ambos em ambientes mais flexíveis e desconstruídos.

Vamos começar?

Sobre o livro “The Age of Unreason

“The Age of Unreason” (“A Era da Insensatez”, em tradução livre) é um livro que fala sobre como as mudanças estão transformando o mundo dos negócios.

Aclamada pela Business Week, a obra oferece insights que nos fazem refletir como essas mudanças estão atreladas ao mundo em que vivemos, fora das organizações.

O livro foi originalmente publicado em 1989, na Grã Bretanha pela Business Books Ltd. Um ano depois, foi publicado nos Estados Unidos pela Harvard Business School Press.

Quem é Charles Handy?

Charles Handy é filósofo e escritor especializado em gestão organizacional. Ele escreve sobre as mudanças do trabalho e da sociedade que impactam a nossa forma de viver e das organizações de operarem.

Durante sua carreira, ele foi economista empresarial e passou por grandes nomes de empresas e instituições, como a Shell. Além disso, foi professor na London Business School, e presidente da Royal Society of Arts (Londres).

Nascido em 1932, hoje Charles é um dos destaques entre os principais nomes na lista de pensadores de administração Thinkers Fifty.

Esse livro é indicado para quem?

Este livro é indicado para toda pessoa que quer saber como lidar com a vida e o trabalho no século XXI. Também é recomendado para organizações que desejam refletir suas ações de mudança como empresa e elemento na sociedade.

Principais ensinamentos do livro “The Age of Unreason

  • Entender as mudanças presentes ao nosso redor;
  • Por que a mudança descontínua é algo que devemos evitar;
  • Em que, de fato, consiste o aprendizado;
  • Por que devemos dar mais atenção para outras inteligências além da analítica.

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[Resumo do Livro] The Age of Unreason - Charles Handy, PDF

O ato de mudar

Mudança contínua é mudança confortável. Entretanto, de acordo com o livro "The Age of Unreason" as pessoas não gostam de mudanças.

Por isso que, toda vez que acontece uma crise, uma atitude drástica acontece para tentar mudar todo o cenário.

"O passado é o guia para o futuro."

Charles Handy expressa que o propósito de sua obra é promover um melhor entendimento das mudanças que já estão presentes na gente e ao redor.

Tal compreensão faz com que a gente sofra menos e melhore mais ao longo de nossas mudanças.

"Mudar, acima de tudo, é apenas uma outra palavra para crescimento, um outro sinônimo para aprender."

No primeiro capítulo, Charles Handy parte de 3 suposições:


1. As mudanças hoje em dia são descontínuas e sem padrão;

2. As pequenas mudanças são as que geram grandes diferenças na forma que vivemos e na forma que o trabalho é organizado;

3. Mudanças descontínuas devem ser lidadas com pensamentos descontínuos;


Charles indaga a mesma sequência de “mudanças” que é seguida pela maioria das organizações:


1. Um colapso acontece ou está prestes a acontecer, daí;

2. Novas pessoas são postas no topo, daí;

3. Há uma investigação do método antigo da organização e estudos para um novo método, gerando;

4. Mudanças nas estruturas e, por fim;

5. Novas metas e padrões são estabelecidos.


A tecnologia e a economia estão atreladas como causadoras desse pensamento descontínuo, o que o autor chama de pensamento invertido (upside-down).

Pensar invertido sugere que a gente pare de falar e pensar sobre “empregados e empregos” e passe a pensar em trabalho como uma atividade que é paga.

Se todos fossem considerados auto empregados, ninguém seria desempregado. A palavra “desemprego”, segundo Charles Handy, só serve para dar ênfase no emprego (contratual) como algo útil.

A Teoria do Aprendizado

Se você quiser se desenvolver pessoalmente, leve o aprendizado a sério. A Teoria do Aprendizado é um método criado pelo autor, explicado na obra "The Age of Unreason" que consiste numa roda de ciclo de quatro partes: questões, teorias, testes e reflexões.

Algumas ressalvas sobre aprender:

  • Não é sobre saber as respostas;
  • Não é o mesmo que estudar ou treinar;
  • Não é automático, requer energia, destreza e apoio;
  • Não é apenas para intelectuais (que brilham na teoria, mas não são nada curiosos e destemidos);
  • Não é sobre descobrir o que as pessoas já sabem;
  • É sobre o modo que a gente pensa;
  • É sobre resolver seus próprios problemas dentro de seus próprios motivos.

Quem aprende mais e melhor, geralmente:

  • Toma responsabilidade para si e para seu futuro;
  • Tem uma visão clara do que quer que o futuro seja;
  • Quer ter certeza de que entenderam;
  • Acreditam que podem.

No entanto, você deve se motivar continuamente: é mais fácil você parar a roda do que fazê-la continuar andando. Algumas das principais barreiras que podem nos impedir de aprender elucidadas pelo autor são:

  • A síndrome do “eles”: pare de se comparar aos outros; faça por você;
  • Futilidade: confie em você e no que você acredita. Quem não confia em si próprio teme o sucesso;
  • O ladrão das razões: negar uma razão própria para seguir uma razão alheia retira toda motivação em aprender;
  • Não perdoar: se enfatizarmos o bom e ignorarmos ou perdoarmos o mau, as coisas boas acontecerão mais frequentemente, enquanto as coisas ruins desaparecerão.

Então já sabe. Se quiser mudar confortavelmente, precisamos fazer essa roda girar.

O ato de trabalhar

O trabalho está passando por mudanças. Isto pois as estruturas das organizações também estão mudando. E vice-versa.

Charles Handy fala sobre três formas de pensar que estão sendo usadas na gestão de empresas:

A Organização Trevo

Este tipo de organização utiliza da representação simbólica de um trevo com as três forças de trabalho. Cada uma das folhas representa uma força:

  1. A primeira folha representa o núcleo composto por profissionais qualificados tais como técnicos e gerentes;
  2. A segunda folha representa a margem contratual, composta por indivíduos e organizações;
  3. A terceira folha representa o trabalho flexível formado por trabalhadores temporários.

O conceito dessa organização foi elaborado pelo próprio autor do livro "The Age of Unreason", Charles Handy. Ele acredita que, no futuro, todas as empresas serão organizações trevo.

E a quarta folha (a folha da sorte)? São os clientes.

Os clientes são essenciais nas organizações, mas não representam uma força em si na representação formal. Isto pois não são pagos pelas organizações. De qualquer maneira, é uma categoria existente que faz parte da margem contratual (segunda folha).

A Organização Federal

Esse tipo de organização visa fazer mais por menos, ou pelo menos de forma independente.

O federalismo precisa ser um lugar de persuasão, de discussões que levam a um consenso. Liderança é necessário para conciliar as ideias.

Um líder de uma organização federal deve aprender novos hábitos, confiar mais, controlar menos, e ser mais criativo. A visão de um líder deve:

  • Ser diferente: uma réplica não é uma visão;
  • Fazer sentido para os outros: explore a imaginação das pessoas dentro do limite das possibilidades;
  • Ser entendível: analogias e metáforas ajudam a enxergar melhor uma ideia;
  • Ser vivida pelo líder: viver e acreditar na sua visão para poder transformar;
  • Ter seguidores: uma visão não passa de um sonho quando apenas o líder acredita nela. Escolha um time que possa fazer o trabalho. A confiança neles é paga pela confiança que eles terão em você.

As organizações federais são horizontais e para funcionar é necessário que a organização confie na habilidade das pessoas aprenderem de forma contínua.

A Organização Tríplice I

A tríplice I representa a fórmula para o sucesso: Inteligência, Informação e Ideias.

Essas organizações olham para lugares onde o conhecimento sempre foi a chave para o sucesso e onde o cérebro é mais importante que o esforço físico. As universidades são exemplos de tríplice I.

Para ter sucesso, as organizações inteligentes precisam ser obcecadas por qualidade. Elas usam a inteligência das máquinas e pessoas qualificadas para realizar as atividades.

Nessas organizações, as pessoas não são só valorizadas pela forma que agem, mas também são pagas por pensar.

A mais importante diferença entre a Tríplice I e as demais organizações é a percepção de que todos no núcleo devem ser gerentes, ao mesmo tempo que ninguém deve ser apenas um gerente.

Isso requer mais flexibilidade e responsabilidade dos profissionais. Além disso, causa uma maior expansão e exploração dos potenciais deles.

Um líder da Tríplice I deve não apenas fazer melhor do que seu passado, mas também incentivar os outros a aprimorarem suas habilidades e organizar o trabalho de forma mais efetiva.

O ato de viver

Uma verdade absoluta é que as organizações nunca serão as mesmas. Ainda mais, porque a mudança de dentro das organizações afeta a forma que a gente lida externamente.

Nosso senso de identidade, família, nosso modo de vida no geral é mudado, às vezes até de cabeça pra baixo.

De acordo com Charles Handy, nós devemos nos preocupar para que o mundo não se torne um lugar inflexível e dividido. Temos que fazer do mundo um lugar menos dominante e mais ajudável.

Além do cunho social, essa transição tende a acontecer nas empresas, porque também possui uma vantagem econômica.

Portfólios

Para que possamos reinventar o trabalho, o portfólio é um jeito de descrever como o talento de um profissional pode ser destrinchado em várias formas de atuação.

Charles Handy expressa, nesse capítulo, que o objetivo dele é instigar executivos e outros profissionais das organizações, já que profissionais independentes são familiarizados com portfólios para apresentar seus trabalhos e habilidades.

O autor cita as principais categorias de portfólio:

  • Trabalho assalariado e remunerado: assalariado representa o dinheiro pago pelo tempo despendido; trabalho remunerado é pago pelos resultados entregues;
  • Homework: inclui todo tipo de trabalho que é feito em casa;
  • Gift work: trabalhos voluntários;
  • Study work: para o autor, um estudo levado a sério é um trabalho e não recreação. Treinar uma habilidade, aprender um novo idioma etc.

Hoje em dia, é mais comum termos mais de uma categoria em nosso portfólio.

Reinventando a Educação

Se a mudança está realmente acontecendo, a educação também precisa ser reinventada.

Uma alternativa proposta no livro "The Age of Unreason", baseado na sua filosofia organizacional, são as Escolas Trevo.

O autor explica que seu método traria uma flexibilidade para as escolas. Além disso, mudaria a relação aluno/professor, passando a ser mais vista como uma “parceria sob contrato” e menos vista como guardião/prisioneiro.

É preciso também dar mais importância a outros tipos de inteligência, além de apurar somente a inteligência analítica dos alunos através de testes avaliativos.

Explorar outros campos de inteligência gera descobertas de novos talentos. São alguns outros tipos de inteligência:

  • Inteligência padrão;
  • Inteligência musical;
  • Inteligência física;
  • Inteligência prática;
  • Inteligência intrapessoal;
  • Inteligência interpessoal.

Uma sociedade invertida

Se o trabalho tem o poder de mudar as nossas vidas, ele também causa um impacto no governo e nas normas da sociedade.

Charles Handy ressalta que o governo precisa reconhecer que as mudanças que fazem a diferença, e não apenas meros ajustes. Isso demanda uma nova forma de pensar para solucionar essas descontinuidades.

Se estamos comprometidos em aprender e mudar, então não devemos lutar com essas descontinuidades; e sim usá-las ao nosso favor.

A sociedade precisa parar de classificar as pessoas como desempregado e empregado. O autor diz que mais pessoas independentes fazem com que desemprego e aposentadoria passem a ser apenas termos técnicos.

Dessa forma, o governo terá de lidar diretamente com as pessoas e não com uma organização. A consequência disso é que uma nova forma de organização terá de ser pensada.

Charles ainda explicita suas expectativas para o futuro:

  • Que as pessoas tenham mais tempo fora das organizações;
  • Que elas possam escolher onde viver;
  • Que uma sociedade diversificada possa gerar mais modelos de sucesso;
  • Que a natureza humana seja menos insegura e mais autoconfiante.

Daí, por fim, nós vamos parar de nos moldar para sermos aceitos. E então, a Era da Irracionalidade se transformará na Era da Grandeza.

Outros livros sobre mudanças positivas para evolução

Em “Poder Sem Limites”, Tony Robbins explica que, geralmente, uma pessoa de sucesso anda de uma maneira mais erguida, mais imponente, demonstrando ter autoestima. Uma das maneiras de se ter sucesso, portanto, seria replicar este comportamento e começar a caminhar dessa mesma forma.

O autor Daniel Goleman, do livro “Inteligência Emocional”, esclarece que o QI contribui apenas com 20% para o seu sucesso na vida. O resto é resultado da inteligência emocional, o que inclui fatores como a capacidade de se motivar, a persistência, controle de impulsos, regulação do humor, empatia e esperança.

Brené Brown, na obra “A Coragem para Liderar”, diz que um líder deve assumir a responsabilidade de reconhecer o potencial de pessoas e suas ideias e encorajá-los a desenvolverem esse potencial. Ele sabe que o verdadeiro poder é aquele compartilhado com todos.

Certo, mas como posso aplicar isso na minha vida?

Se queremos uma mudança confortável e contínua, devemos adotar a Teoria do Aprendizado e girar a nossa própria roda do aprendizado.

  • Conheça seus propósitos, suas metas e faça perguntas;
  • Não tenha medo de errar. Tenha medo de não fazer. O aprendizado chega para todos;
  • Busque ajuda se precisar;
  • Fazer escolhas significa responsabilidades. Por mais que seja mais fácil aceitar o que lhe foi dito, é importante que você tome suas próprias decisões;
  • Mantenha sempre a chama da mudança acesa: mude seus hábitos, sua forma de viver e enxergar o mundo constantemente. Permita-se ser uma metamorfose ambulante.

Vimos que cada indivíduo tem o poder de mudar o mundo em que vive. Não espere uma catástrofe acontecer para tomar uma atitude.

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