Nujeen - Nujeen Mustafa, Christina Lamb

Nujeen - Nujeen Mustafa, Christina Lamb

Conheça a surpreendente história de uma garota curda que precisou fugir da Síria, devido à guerra, e sua inacreditável jornada em uma cadeira de rodas.

Você já viu nos jornais sobre a crise dos refugiados? Se sim, talvez já pensou em como as rotas que enfrentam, alguns utilizando pequenos botes, são difíceis. Agora, já imaginou alguém passar por tudo isso sendo cadeirante?

No livro "Nujeen", escrito em parceria com a jornalista Christina Lamb (coautora de "Eu sou Malala"), você vai poder conhecer a história de superação da jovem Nujeen Mustafa. Ela, que já enfrentava desafios devido a sua deficiência, e até mesmo sua etnia, realiza uma trajetória desafiadora de fuga da Síria, por causa da guerra.

Imagine não conseguir sair de casa devido à falta de acessibilidade nas ruas de sua cidade e, de repente, fazer uma jornada de 5. 782 quilômetros, passando por vários países! Tudo isso, porém, em uma busca pela preservação do maior bem que possui: a vida.

Quer conhecer mais dessa história? Então, continue lendo este resumo e saiba mais sobre esse emocionante relato de sobrevivência.

O livro "Nujeen"

"Nujeen: a incrível jornada de uma garota que fugiu da guerra na Síria em uma cadeira de rodas" é um relato e biografia de Nujeen Mustafa, em coautoria com Christina Lamb, que foi lançado em 2017. Sua versão em inglês foi publicada pela editora Harper Wave, e no Brasil, pela editora Universo dos Livros.

O livro consiste em um relato feito em primeira pessoa pela adolescente que dá nome ao livro e possui um total de 247 páginas, divididas em 21 capítulos. Também contém fotos da jornada e de situações marcantes na Síria, além de um apêndice com detalhes (distâncias, meios de transporte e valores gastos) da jornada.

A obra é dividida em 3 partes: "A perda de um país" (comenta sobre a etnia curda, primavera árabe, a guerra na Síria e os motivos da fuga); "A jornada" (relata os perigos, medos e como foi a chegada na Europa); e "Uma vida normal" (conta sobre a vida como refugiada na Alemanha e os desafios que ainda enfrenta).

As memórias e percepções da adolescente dão um significado ainda mais marcante e sensível aos acontecimentos desumanos da guerra síria e da diáspora da migração forçada. Sua narrativa mostra muita coragem e esperança, de uma pessoa tão jovem, mas que nunca deixou de sonhar.

Quem são Nujeen Mustafa e Christina Lamb?

Nujeen Mustafa é uma refugiada síria, de etnia curda, que, quando tinha apenas 16 anos, fez uma jornada de 5. 782 quilômetros em uma cadeira de rodas. A jovem vítima da crise migratória e da guerra migrou com sua irmã da Síria até a Alemanha. Desde 2018, ela apoia o ACNUR, agência da ONU para refugiados.

Christina Lamb é uma jornalista britânica, formada em Oxford e em Harvard, que atua desde 1987 como correspondente do The Sunday Times no Paquistão e no Afeganistão. Ganhou 15 prêmios, inclusive o prêmio "Bayeux-Calvados" para correspondentes de guerra. É autora/coautora de 9 livros, incluindo o best-seller "Eu sou Malala".

Por que ler "Nujeen"?

"Nujeen" é indicado para estudiosos ou pessoas interessadas em migração, crise dos refugiados, primavera árabe ou ainda os conflitos sírios.

A obra é indispensável também para quem deseja conhecer mais sobre migração forçada, entender o que tem levado essas pessoas a abandonarem sua terra natal e também para aqueles que se interessam pela história impressionante da jovem.

Quais são os principais ensinamentos de "Nujeen"?

  • A palavra "refugiados" passou a remeter a ideia de dados estatísticos e números, e não a de pessoas com histórias, dores e desafios;
  • Os curdos são o maior povo apátrida (pessoas que não têm a nacionalidade reconhecida por nenhum país) do mundo;
  • A "Primavera Árabe" composta por protestos populares contra os governos totalitários e sua repercussão foi impulsionada por redes sociais, como o Facebook;
  • A família Assad vem governando a Síria por quase 50 anos, com governo hereditário e ditatorial, atuando com forte e cruel repressão aos opositores;
  • A intervenção do Ocidente nas guerras do Oriente Médio e a falta de ações militares no conflito sírio é algo questionado pela comunidade internacional;
  • Os conflitos constantes entre grupos de rebeldes e o governo deixando a população desamparada, apavorada e como vítimas de ataques fatais;
  • As condições oferecidas nas travessias são insalubres e desumanas, além de não terem nenhuma garantia de sobrevivência e serem extremamente caras;
  • Apesar de todas as dificuldades, a jovem Nujeen Mustafa permanecia otimista e se importava sempre em poder contribuir de alguma forma com seu grupo.

Esses são os principais pontos trazidos e debatidos no decorrer do livro, algumas vezes com dados e outras com a percepção ou informações da autora e da sua família. No decorrer da obra sempre são trazidas reflexões da jovem que nos levam a analisar nossa própria vida.

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[Resumo do Livro] Nujeen - Nujeen Mustafa, Christina Lamb, PDF

Quais as dificuldades que Nujeen enfrentava?

Nujeen inicia a obra com a narrativa da preparação para sua travessia de bote, o qual tinha capacidade máxima de 15 pessoas, mas iria transportar 38!

Na primeira parte, a autora conta que é de etnia curda, um povo que mesmo tendo sua história, língua e costumes, não tem um território com um Estado. Logo, são ou perseguidos nos países onde se encontram, ou privados de direitos básicos.

Em meio aos dados ou informações do seu povo, Nujeen Mustafa também fala de si e do significado de seu nome, que é "nova vida". Ela relata que tem grande diferença de idade para seus irmãos, por isso sempre foi cuidada por todos. Além disso, ela relata que precisava de apoio devido às limitações da deficiência.

A autora narra as dificuldades de tratamento e a falta de acessibilidade para se deslocar pela cidade de Alepo, Síria. Também conta que não conseguia frequentar a escola, mas aprendeu a ler com sua família e aprendeu inglês com programas de televisão.

A escritora cita alguns pensamentos que denomina como "princípios de Nujeen":

  • Ela não compreende porque alguém iria mergulhar no sofrimento enquanto existe um belo mundo lá fora;
  • Nujeen crê que ninguém nasce ruim, nem mesmo o ditador de seu país.

Como a primavera árabe afetou a vida da jovem?

De acordo com a autora, começaram a surgir notícias do Egito sobre protestos populares contra os governos totalitários, que responderam com forte repressão, através de tanques de guerra indo em direção a população, gás lacrimogêneo e balas de borracha. Apesar disso, o povo permaneceu firme e conseguiu a renúncia do presidente.

Nujeen relata que esse clima de mudança foi se espalhando por outros países e como isso deu forças e esperança para outros indivíduos. Com o florescer desse sentimento, nasceu o movimento chamado "Primavera Árabe".

A autora diz que inicialmente acompanhavam as revoltas pela televisão, mas depois os regimes tentaram suprimir as notícias e conter a informação. Por conta disso, eles passaram a acompanhar pelo YouTube e marcar os protestos pelo Facebook.

A jovem relata que mesmo com o momento favorável para mudanças, a Síria não foi bem sucedida em suas tentativas de fazer brotar mudanças políticas. O povo sofreu repressão brutal e cruel, e a família Assad não poupou esforços contra os opositores.

Os embates entre grupos rebeldes e o governo geraram um ambiente ainda mais instável, resultando em um cenário de guerra, com vítimas de ataques fatais e desumanos. Nujeen Mustafa questiona do porquê não ter ocorrido intervenção militar dos países ocidentais no conflito sírio, assim como houve em outros países.

Ela conta que a família decidiu sair da cidade de Alepo e ir para Manbij, uma cidade do interior, em busca de mais segurança. Infelizmente, pouco depois, se deparam com uma situação tão hostil que passaram a conhecer os tipos de bombas ou de mísseis lançados apenas pelo som ou impacto causados.

A família, então, considera se deslocar outra vez, partindo para a Turquia com o objetivo de, em seguida, irem para um lugar mais distante.

Em meio a tanta catástrofe, a obra traz a visão leve da adolescente e seu desejo de fazer algo, revelando sua crença de que cada pessoa tem um propósito e motivo para estar nesse mundo.

Como Nujeen fugiu da guerra?

A segunda parte do livro "Nujeen" é considerada por muitos como angustiante por conta de toda ansiedade gerada diante da incerteza das situações relatadas.

Primeiramente, a autora relata que apesar de estarem mais seguros em terras turcas, ainda não eram bem-vindos ali, o que levou ao planejamento da ida de Nujeen e sua irmã, Nasrine, até a Alemanha ao encontro de seu irmão. Devido ao alto custo cobrado nas travessias e à idade dos pais, a família não iria completa.

No caminho, as migrantes enfrentam muitas coisas, desde atravessadores que não comparecem no horário marcado até períodos na prisão, mesmo que isso seja ilegal segundo a ONU. Apesar de toda a gravidade da situação, a garota tem uma surpreendente postura otimista que surpreende a todos e incomoda a muitos.

E assim, as irmãs seguem, impressionando os demais migrantes, ao passarem longos e difíceis trechos empurrando a cadeira de rodas. Nujeen Mustafa conta como ainda assim pôde vislumbrar os países pelos quais passaram e se fascinar com cada paisagem.

Ao avançar da jornada, ainda com outros parentes, é narrado um dos pontos mais perigosos: a travessia em um bote, com mais do dobro da sua capacidade máxima, até a Grécia. Um trajeto curto, mas que, de acordo com Nujeen, era conhecido como "rota da morte".

A autora e sua irmã concluíram a rota com vida, e ela relata que, ao serem recebidas na ilha de Lesbos, ouviu uma voz comunicando-se em inglês e teve sucesso em responder. Naquele momento, ela percebeu o seu sentimento de satisfação por ser útil e atuar como "intérprete".

A narração segue trazendo mais etapas e surpresas, como as condições precárias dos campos de refugiados, muito acima da capacidade, com escassez de recursos, o que, segundo a garota, gerava conflitos internos tanto pela tentativa de garantir para si, quanto pela desesperança e medo que gerava um ambiente inóspito.

Nujeen relata sobre as pessoas que encontrou no caminho e as assistências que recebeu devido à sua deficiência. Dentre elas, descreve que conheceu um jornalista espanhol que a entrevistou, fazendo com que ela fosse vista e reconhecida a partir da reportagem.

Com isso, traz a reflexão de que a condição de refugiados não é aquilo que os define, e que não são dados ou números. Afirma que são pessoas com histórias, famílias e suas profissões, mas que tiveram que fugir.

Em determinado momento do livro, Nujeen Mustafa aponta a insensibilidade ou ignorância das pessoas diante da crise migratória. Lembra-se de ter passado por turistas com câmeras, enquanto pessoas, que fugiram de bombardeios, dormiam na estrada.

Como foi a vida da jovem refugiada?

Nos capítulos finais da segunda parte, ainda são contados pela jovem algumas situações que enfrentaram, como quando chegaram algumas horas após ter sido colocada uma cerca para impedir a entrada de refugiados na fronteira da Hungria.

A narrativa é sempre marcada pelo medo de terem que retornar para o contexto da guerra ou ainda não conseguirem chegar ao destino esperado, já que a chanceler alemã Angela Merkel havia anunciado abertura para receber a população migrante com boas condições.

Antes que pudessem chegar a terras germânicas, foram presas, e de acordo com Nujeen, até fotografadas como criminosas.

Após utilizarem vários meios de transporte, além de passarem por centros de acolhida e campos de refugiados, a garota diz que estavam confusas sem saber se de fato haviam chegado. Foi preciso perguntar onde ficava a Alemanha, e então, receberam como resposta: bem-vindas à Alemanha!

Depois de tanta luta nessa trajetória, finalmente chegaram ao destino. A autora do livro relata os trâmites legais que passaram para solicitar refúgio, ainda mais por ser menor de idade e também conta sobre sua ânsia em ter uma rotina normal como uma adolescente, poder finalmente ir à escola, estar segura e ter amigos.

Dentre as surpresas e boas novidades relatadas por Nujeen, está o fato de ter sua história contada em um programa de TV estadunidense. Além disso, ela pôde finalmente receber tratamento e acompanhamento adequados, além do diagnóstico mais preciso da sua deficiência.

Com o crescente número de migrantes forçados na Europa, a escritora conta que a população fica dividida entre apoiadores e opositores. Segundo ela, os ataques ocorridos no período de alta da crise foram atribuídos aos refugiados sem a devida comprovação, gerando desgastes e medo de serem vítimas de repressão.

Ela conclui contando sobre os desafios que continuam sendo enfrentados, mesmo com o status de refugiados no país de acolhimento. Entre eles, a xenofobia e as saudades da família são os mais frequentes, porém a esperança continua sendo a mais fiel companheira.

A história de Nujeen Mustafa é inspiradora e atua "abrindo os olhos" para a luta dos refugiados e todos os desafios que enfrentam, mas também a força e esperança que carregam consigo. Sendo assim, nos instiga a ações práticas e transformadoras.

Atualmente, ela é apoiadora do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR). Ela é também um símbolo da luta dos jovens refugiados e realiza palestras inspiradoras.

Livros sobre histórias de superação e grandes líderes

Protagonista de uma jornada também muito sofrida e difícil, Nelson Mandela explica na sua biografia "Longa Caminhada até a Liberdade" como enxergava os obstáculos que lhe eram impostos e suas atitudes a partir disso.

Barack Obama, ao contar sua história em "A Origem dos Meus Sonhos", destaca a importância e os benefícios proporcionados pela construção de uma comunidade com aceitação, esperança e empatia.

Por fim, Gandhi relata no livro "Autobiografia: Minha Vida e Minhas Experiências com a Verdade" sobre o seu compromisso com suas crenças e como isso o ajudou durante sua trajetória.

Como posso praticar o que aprendi com "Nujeen"?

  • Saiba que independente das limitações ou dos poucos recursos que possui, alcançar um objetivo, como aprender uma nova língua, é sempre possível com dedicação;
  • Precisamos lutar e buscar mais informações sobre Direitos Humanos, especialmente no tocante aos refugiados;
  • Saiba da importância da conscientização sobre a migração forçada, combate à xenofobia e apoio a população migrante;
  • Tenha em mente que, por mais difícil que seja lutar e defender uma causa tão complexa como essa, ações benéficas sempre trarão algum impacto, por menor que pareçam ser;
  • Busque observar sempre o que você pode aprender em cada situação, mesmo nas mais difíceis e traumáticas;
  • Tente encontrar a beleza da vida, mesmo em meio a cenários mais improváveis.

Avalie resumo do livro "Nujeen"?

O que achou de conhecer mais sobre a história incrível dessa adolescente tão determinada e valente? Inspirador, não é mesmo?

Esperamos que tenha gostado e que possa te ajudar a aplicar na sua realidade os ensinamentos e reflexões apresentados no texto.

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