Empresas que curam, PDF

Empresas que Curam - Raj Sisodia, Michael J. Gelb

Quer transformar a organização onde você trabalha? Descubra como empresas podem mudar comunidades e ainda gerar lucro neste resumo.

Como a sua empresa tem tratado os colaboradores? Você está satisfeito com o tratamento recebido por quem trabalha lá?

Além disso, você acredita que organizações que priorizam os funcionários têm menos lucros?

No livro “Empresas que Curam: Despertando a consciência dos negócios para ajudar a salvar o mundo” você entenderá que uma empresa pode ser muito mais lucrativa quando tem um propósito mais elevado.

Leia este resumo e conheça diversos cases de empresas que prosperaram quando se direcionaram a atender as necessidades humanas genuínas e criaram valor sendo úteis ao outro.

O livro “Empresas que Curam”

O livro “Empresas que Curam: Despertando a Consciência dos Negócios para Ajudar a Salvar o Mundo” cujo título original é “The Healing Organization: Awakening the Conscience of Business to Help Save the World” foi lançado em 2020, e possui 304 páginas.

Definido pelos próprios autores como “um livro de histórias de empresas que aspiram a viver o sonho do que as empresas podem ser”, a obra propõe uma nova maneira de enxergar o mundo dos negócios.

Dividido em 3 partes, “Empresas que Curam” também explica que mesmo não sendo o lucro o principal objetivo, organizações podem servir aos ideais de seus proprietários e de toda a comunidade.

Quem são Raj Sisodia e Michael J. Gelb?

Raj Sisodia é cofundador do movimento Capitalismo Consciente e copresidente da Conscious Capitalism Inc, também é professor de Negócios Globais e bolsista de Pesquisa de Mercado de Alimentos Integrais em Capitalismo Consciente na Babson College.

É também autor de 9 livros, com destaque para “Capitalismo Consciente”, “Liderança Shakti”, “Empresas Humanizadas” e “Todos São Importantes”.

Michael J. Gelb é um grande defensor da liderança humanizada, é consultor e coaching de grandes empresas como Microsoft, Nike e Unilever. É co-partidário do Capitalismo Consciente

Uma autoridade reconhecida mundialmente, Michael é autor de 17 livros como “Aprenda a Pensar Como o Leonardo da Vinci: Os Sete Passos Para o Sucesso”, “Da Vinci Decodificado” e “Body Learning: An Introduction to the Alexander Technique”

Por que ler “Empresas que Curam”?

Uma Empresa que Cura se fortalece mesmo em meio a crise, não é somente uma empresa que gera muito dinheiro, mas também uma empresa que faz bem ao mundo.

Essa é uma leitura fundamental para CEOs, líderes e empreendedores que buscam criar uma sociedade com organizações que fazem bem ao meio em que estão inseridas, sem deixar de receber o devido lucro por seu trabalho.

Se você é um colaborador que gostaria de transformar a empresa onde trabalha, a partir desse resumo você irá mudar a maneira de olhar para o papel das organizações.

Principais ensinamentos do livro “Empresas que Curam”

  • As empresas mais lucrativas acreditam que lucro é um bem social;
  • Independente da sua ação profissional, você pode exercer um impacto de cura;
  • Quando sua empresa não é parte da cura, é parte do sofrimento;
  • O amor é a maior fonte de poder e força do mundo;
  • As ideias ruins são mais poderosas do que as pessoas ruins;
  • Preocupe-se com os negócios, mas principalmente com as pessoas.

O que é uma Empresa que Cura?

Segundo os autores, empresas que curam são a chave para reduzir os problemas que parecem intratáveis. A mudança do local de trabalho é parte de um processo para que uma empresa seja um canal de cura para o mundo.

Na primeira parte do livro, os autores explicam o que historicamente transformou as empresas no que são hoje, atendendo às nossas necessidades materiais e de desenvolvimento.

Raj Sisodia e Michael J. Gelb explicam que o capitalismo é a causa e solução de muitos problemas do mundo, por isso a Empresa que Cura é uma organização que se preocupa com o bem dos colaboradores e da sociedade acima dos lucros e produtividade.

Por que a transformação é necessária?

Nos Estados Unidos, metade da população vive com menos de US$5,50 por dia, o que significa que a vida de boa parte da humanidade é uma luta pela sobrevivência. Na China, cerca de 600 mil pessoas morrem por ano devido ao excesso de trabalho.

Por esses e outros dados, essa reformulação é urgente, para que o trabalho não tire a vida de mais pessoas.

“A maioria das pessoas está relativamente saudável e íntegra quando inicia a vida profissional. Porém, com o passar do tempo, o estresse do local de trabalho as esgota e elas desenvolvem problemas de saúde crônicos.”

Como uma empresa pode curar a sociedade?

Os autores explicam que o conhecido “Sonho Americano” é hoje um sonho universal, a ideia de que um ser humano comum pode alcançar o sucesso com criatividade, empreendedorismo e trabalho duro.

A ideia de sociedade norte-americana começou com elementos saudáveis de energia masculina, contudo esqueceu-se da energia feminina o que fez com que gradativamente a agressão e a competitividade dominassem.

Raj Sisodia e Michael J. Gelb defendem que, para curarmos a sociedade, precisamos equilibrar e integrar as 4 energias arquetípicas que são: feminina, masculina, criança e idosa, que significam cuidado, realização, alegria e propósito.

Como fazer negócios de um jeito novo?

É comum dizer que uma empresa de sucesso é um império. Os autores do livro não concordam com essa ideia, grandes impérios da história exercem influência sobre a humanidade até hoje, mas foram mantidos com bases de violência, escravidão e conquista de povos.

As métricas que avaliam o alcance dos objetivos, se forem pautadas apenas no desempenho financeiro da empresa, significa que você está causando apenas mais sofrimento, para mais pessoas, com mais eficiência.

Ideias ruins tem influenciado os campos dos negócios, algumas delas são:

  • A única coisa que move os seres humanos é o interesse próprio;
  • Empresas existem para maximizar lucros para seus donos;
  • O trabalho só é importante se gerar renda;
  • A melhor maneira de motivar pessoas é combinar recompensas e punições;
  • O líder tem a função de motivar, pressionar e coagir;
  • O mundo do trabalho e o pessoal são separados e distintos;
  • Para aumentar os lucros é preciso apertar empregados e fornecedores;
  • Maltratar pessoas e poluir o meio ambiente é aceitável se você doar bastante dinheiro para a caridade.

Como ser um líder que cura?

Bob Chapman é citado no livro como exemplo de um líder que cura. O empresário compra e administra empresas que estavam prestes a fechar suas portas e as transforma em grandes negócios, e ele faz isso pois é como se as adotasse, acolhendo e alimentando-as.

"Medimos o sucesso pelo modo com que tocamos a vida das pessoas."

Essa frase está nas paredes da sede da empresa, ele baseia a sua atuação profissional em 3 epifanias:

  1. As empresas têm o poder de curar a nossa sociedade;
  2. O trabalho pode ser divertido;
  3. Não são apenas negócios, é pessoal.

Quais são as Empresas que Curam?

Os autores acreditam que é hora de parar de causar sofrimento para nós mesmos e para os outros, em seguida contam histórias de diversas empresas que fazem bem às pessoas e ao mundo, conheça algumas delas.

Tapetes Jaipur

Na Índia, pessoas chamadas de intocáveis (dalits) recebem serviços inferiores e começam a trabalhar muito cedo. Com frequência, empresas que produzem tapetes usam o trabalho exploratório de meninas dessa casta pagando muito pouco, levando-as a trabalhar até o seu limite.

O Sr. Nand Kishore Chaudhary, fundador da Tapetes Jaipur, tem três filhas. Ele não queria que elas ou nenhuma outra menina precisasse morrer de trabalhar para receber o mínimo, passou então a ensinar o tear a outras pessoas e a pagá-las de forma digna.

A empresa gera altos lucros, não apenas pela qualidade de seus produtos que são produzidos com amor por quem é grato pela forma como é tratado na empresa onde trabalha, mas porque os clientes o procuram por saber que a empresa é do bem e inclusive ganhou prêmios por isso.

“As empresas sabem como operar, como atender os clientes, como obter lucro. Mas se uma empresa for motivada pelo amor, ela poderá realmente transformar.”

DTE Energy

Quando surge uma crise, o primeiro corte comumente feito pelas empresas é de pessoal, porém quando a DTE Energy tomou a posição contrária frente a uma das maiores crises que já atingiu os Estados Unidos, ela não só evitou o prejuízo como impactou de forma positiva a vida de muitas famílias.

A mudança começou em 2004, quando o CEO Gerry Anderson perguntou-se se aquela era uma boa empresa, em seguida se propôs a vencer o que chamou de cultura da mediocridade. Quando a proposta já estava consolidada, veio a crise de 2008.

Gerry decidiu que a demissão do seu pessoal só aconteceria em último caso, ao comunicar isso à equipe, pediu que então se dedicassem ao máximo para manter a companhia saudável.

O resultado dessa ação foi não somente passar pela crise como a equipe aumentou a sua produtividade, estavam todos gratos por serem vistos, reconhecidos e verdadeiramente valorizados pela organização. O passo seguinte foi passar a ajudar as pessoas que estavam ao redor deles.

"Aprendi uma lição de liderança incrível. Descobri do que as pessoas são capazes quando realmente acreditam em algo."

Confeitaria Greyston

Bernie Glassman foi um cientista de foguetes que se tornou um Mestre Zen, após ler o clássico livro “Os Três Pilares do Zen”, ele decidiu ir a fundo nesse conhecimento. Ao voltar a Nova York, se espantou com o número de moradores de rua da cidade e decidiu fazer algo.

A Confeitaria Greyston nasceu de uma decisão de ajudar as pessoas não como caridade, mas de forma sustentável. A contratação é feita através de uma lista, é só deixar o nome nela e quando houver uma vaga você é chamado, recebe treinamento e começa a trabalhar. Não há nenhum processo seletivo.

O lema da empresa é: “Não contratamos pessoas para fazer brownies, fazemos brownies para contratar pessoas”. Os lucros da empresas sustentam 130 empregos, moradia acessível para 530 residentes, creche para 130 crianças e assistência médica para 50 pessoas com AIDS.

O brownie da confeitaria Greyston é o principal ingrediente dos sorvetes da Ben & Jerry's, empresa que inspirada pelo outro projeto já começou a realizar mudanças no seu processo seletivo.

Sounds True

Tami Simon é a fundadora de uma empresa multimídia que já transformou a vida de milhões de pessoas. Ela entrou na faculdade para cursar estudos religiosos, mas se decepcionou com a abordagem acadêmica e abandonou tudo para viver entre Sri Lanka, Índia e Nepal por um ano.

Apesar de ter se encontrado espiritualmente, Tami contraiu hepatite e precisou voltar para os Estados Unidos onde, depois de se recuperar, passou a trabalhar como garçonete e voluntária em uma rádio. Quando seu pai faleceu, deixou uma herança que ela queria investir com propósito.

Após orar, decidiu gravar fitas cassete com cópias das suas entrevistas na rádio, após algum tempo ela investiu em um estúdio e a gravação com Clarissa Pinkola Estés, autora de Mulheres que Correm com os Lobos, foi um sucesso que ajudou a tornar o livro um best-seller.

Tami se comprometeu a aplicar a sabedoria espiritual também na sua organização. A Sounds True motiva seus colaboradores a viver seu propósito, seja qual for ele, ela propõe que todos sejam verdadeiros no local de trabalho pois isso gera conexão.

FIFCO

A Florida Ice and Farm Company (FIFCO) nasceu como produtora de gelo e transformou-se em fábrica de cerveja e em seguida outros produtos como refrigerantes e chás gelados. Em 2004, O CEO Ramon Mendiola estipulou uma meta de que a empresa dobrasse de tamanho (receita e lucros) em 2 anos.

Apesar dos esforços da equipe de executivos, uma pressão social sobre seus produtos e como sua produção atingia o meio ambiente vinha em sua direção. Ramon enfrentou esses desafios e tomou as medidas necessárias para tornar a empresa admirável pelos clientes e pela sociedade.

Ao encarar as questões sociais e ambientais com o mesmo rigor que o crescimento da empresa, a FIFCO resolveu seus enfrentamentos, e compartilha seis lições para reverter o impacto ambiental:

  1. Ouvir e respeitar todos os interessados;
  2. Ter um propósito maior;
  3. Adotar uma abordagem holística da empresa;
  4. Conectar metas de remuneração à metas holísticas;
  5. Manter um compromisso visível e público em relação às metas;
  6. Colaborar amplamente - associar-se à instituições acadêmicas, à sociedade civil e ao governo.

FIFCO Oportunidades

Uma década após a mudança, Ramon se orgulhava do que construiu, mas sentia que algo ainda faltava, foi quando um funcionário lhe comunicou que muitos dos seus colaboradores viviam em situação de miséria.

A FIFCO contratou uma equipe de assistentes sociais para estudar o problema. Apesar de pagarem os melhores salários da América Central, a educação financeira era falha. A empresa então lançou o FIFCO Oportunidades, um programa que se comprometeu a tirar os funcionários da pobreza em até 3 anos.

O que o FIFCO Oportunidades fez:

  • Educação financeira familiar;
  • Apoio aos homens para serem melhores maridos e pais;
  • Nutrição e estilo de vida saudável;
  • Habitação;
  • Associação com bancos para refinanciamento de dívidas.

Ao final de 3 anos, a meta foi alcançada e o próximo passo na responsabilidade social da empresa foi dado com toda a comunidade. Depois de todas as mudanças, a receita da empresa cresceu de US$150 milhões para US$1,2 bilhão e lucro anual superior a US$260 milhões.

Quais são os 3 princípios de uma empresa que cura?

Cada um dos exemplos de empresa dadas por Raj Sisodia e Michael J. Gelb mostra como a empatia pode existir também no ambiente de negócios, eles enfatizam que a empatia só tem valor quando há ação. Eles acreditam que quando nos importamos com as pessoas, elas dão o seu melhor.

Identificaram três princípios essenciais das empresas que curam:

  1. Assuma a responsabilidade moral de evitar e aliviar sofrimento;
  2. Reconheça que os funcionários são seus principais participantes;
  3. Defina, comunique e viva um Propósito de Cura.

A confiança no seu time também é fundamental. Eles citam o exemplo de Bob Chapman, Sua primeira ação ao adquirir uma empresa é eliminar as práticas desumanas, explica que não é possível haver uma atmosfera de confiança quando as políticas e procedimentos pressupõem que os empregados não são confiáveis.

Qual é o juramento da Empresa que Cura?

Se você se comprometer a transformar a sua organização em uma Empresa que Cura, coloque a mão esquerda sobre o coração, erga sua mão direita e proclame:

“Primium non nocere (Primeiro não prejudique).

Vou administrar a minha empresa de modo a não prejudicar os outros ou a terra.

Malus eradicare (Erradique o mal).

Nunca permitirei ou pactuarei com abuso e exploração. Serei um herói diário que defendeu a justiça, a verdade, a beleza, a integridade e a simples bondade.

Amor vincut omnia (O amor conquista tudo)

Vou funcionar com amor. Medirei o sucesso pela realização, abundância e alegria que eu proporcionar aos outros.”

Mais livros sobre propósito e cultura organizacional

Empresas Humanizadas” foi escrito por Raj Sisodia em parceria com David B. Wolfe e Jag Sheth, você encontrará experiências de outras empresas que têm obtido resultados impressionantes ao mesmo tempo que investem em ações sociais e melhorias na vida de seus colaboradores.

No livro “A Regra é Não Ter Regras”, Reed Hastings e Erin Meyer contam tudo sobre como se formou a cultura e filosofia da Netflix e o que se passa nos bastidores dessa corporação.

Luiz França ensina no livro “Cultura de Confiança”, como utilizar a liderança para transformar vidas em estágio de melhoria contínua, aprenda a promover uma cultura de engajamento positiva e direta nos colaboradores e clientes.

Certo, então como liderar uma Empresa que Cura?

  • Adote a humildade e inocência - inocência tem a ver com nunca ferir ninguém intencionalmente;
  • Transforme seu próprio sofrimento - você não pode mudar o passado, mas pode aprender com ele para se curar e ajudar o outro;
  • Seja verdadeiro consigo mesmo - encontre a sua essência e viva de acordo com a sua verdade mais profunda;
  • Seja modelo dos valores e comportamentos que a empresa deve ter - sendo um modelo de solidariedade, você inspira outros a serem solidários;
  • Pense com criatividade e lidere como inovação - transforme ideias em valor objetivo;
  • Torne-se um contador de histórias inspirador - histórias plantam novas sementes para novos sonhos;
  • Lembre-se que meios e fins são inseparáveis - o jeito como faz as coisas é tão importante quanto o que você faz;
  • Harmonize as 4 energias arquetípicas - equilibre as energias masculina, femininas, infantil e ancestral;
  • Pense a frente por 7 gerações (no mínimo!) - o que fazemos hoje abre caminho para o mundo que nossos filhos e netos vão herdar;
  • Sempre funcione com amor - vivemos em um planeta em que todos estamos de alguma forma conectados.

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