A (Honesta) Verdade Sobre a Desonestidade - Dan Ariely

A (Honesta) Verdade Sobre a Desonestidade - Dan Ariely 

Não sabe como lidar com pessoas desonestas? Aprenda neste resumo como evitar pessoas trapaceiras em suas relações!

Antes de começar a leitura deste resumo, gostaríamos que você refletisse sobre o seguinte: O que é desonestidade para você?

Talvez você tenha pensado que desonestidade é tirar grandes vantagens em cima de outras pessoas.

Mas e se te contássemos que não precisamos cometer grandes trapaças para sermos considerados desonestos?

Dan Ariely explica em seu livro "A (Honesta) Verdade Sobre a Desonestidade" que basta levarmos para casa uma única caneta do nosso trabalho que já estamos praticando a desonestidade.

Mas não se preocupe, existem estratégias que podem nos ajudar a manter nossa honestidade e evitar que outros sejam desonestos com a gente!

Quer saber mais sobre a desonestidade? Continue por aqui que a gente te conta não só como evitar ser desonesto, mas também como evitar que outros sejam desonestos com você!

Sobre o livro "A (Honesta) Verdade Sobre a Desonestidade"

Este livro, publicado em 2021, busca responder a seguinte pergunta:

"Porque a desonestidade é tão interessante?"

Esta obra foi lançada anteriormente como "A Mais Pura Verdade Sobre a Desonestidade", mas a versão atualizada possui um capítulo inédito.

Dan Ariely apresenta em apenas 280 páginas, os experimentos realizados a fim de explicar o que provoca o comportamento desonesto e como podemos evitá-lo.

Sobre o autor Dan Ariely

Dan Ariely é professor de Psicologia e Economia Comportamental na Duke University, nos Estados Unidos. Ele possui PhD em Psicologia Cognitiva e em Administração.

Seu trabalho foi destaque em muitas publicações como The New York Times, The Wall Street Journal, The Washington Post e The Boston Globe.

Dan também é autor da obra "Previsivelmente Irracional" que está entre os 20 livros mais vendidos da Amazon na categoria finanças pessoais.

Esse livro é indicado para quem?

O livro "A (Honesta) Verdade Sobre a Desonestidade" é indicado para líderes e gestores que desejam assegurar que seus liderados ajam com honestidade dentro da empresa.

Ideias principais do livro "A (honesta) verdade sobre a desonestidade"

Para te ensinar como superar a desonestidade em suas relações o autor fala sobre:

  • O porquê a desonestidade é tão interessante;
  • Nossa capacidade de encontrar justificativas para nossos comportamentos desonestos;
  • Como o cansaço influencia na desonestidade;
  • A estreita relação entre criatividade e desonestidade;
  • Como uma pessoa desonesta acaba influenciando outras;
  • Estratégias para superar a desonestidade.

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[Resumo do Livro] A (Honesta) Verdade Sobre a Desonestidade - Dan Ariely, PDF

Eu trapaceio, tu trapaceias, ele trapaceia...

Talvez você se sinta ofendido de ser chamado de trapaceiro ou desonesto. Porém, Dan Ariely deixa claro em seu livro que todos nós trapaceamos de tempos em tempos.

Quando pegamos uma caneta no escritório e levamos pra casa, já estamos trapaceando. Só não percebemos isso porque o fazemos sem ferir totalmente o nosso senso de integridade.

A verdade, segundo o autor, é que trapaceamos até o nível que nos permite manter nossa auto imagem de pessoa honesta.

É afirmado ainda que desde que sejamos apenas um pouco desonestos, podemos nos beneficiar de nossa trapaça, e ainda nos vermos como seres humanos morais. Esse equilíbrio é o que o livro trata como "teoria da margem de manobra" e é o que apresentaremos a seguir.

Mas o que essa "teoria margem de manobra" tem a ver com desonestidade?

Como mencionado acima, o equilíbrio entre trapacear e ainda sermos capazes de nos vermos como seres humanos morais é o foco central da teoria margem de manobra.

Um dos experimentos apresentados no livro "A (Honesta) Verdade Sobre a Desonestidade" sugere que nós seres humanos estamos dispostos a roubar algo que não se refira explicitamente a valor monetário. Dessa forma, somos capazes ainda de nos vermos como pessoas honestas.

Como podemos evitar que trapaças aconteçam?

As pesquisas realizadas pelo autor revelaram que sermos lembrados sobre padrões morais evita que tenhamos comportamentos desonestos. Segundo o autor, as pessoas parecem querer ser honestas, só precisamos incorporar lembretes morais em situações que nos incitam a ser desonestos.

Mas o que seriam esses lembretes morais? Bem, os lembretes morais podem ser juramentos, assinaturas para afirmar veracidade, delegação de responsabilidades, regras claras e objetivas, etc.

Os lembretes morais se mostraram eficazes em manter as pessoas agindo de forma honesta, pelo menos por um curto período de tempo.

Incentivando a desonestidade

Vamos lá, qualquer pessoa que se considera moral jamais incentivaria outros a serem desonestos, certo? Errado! Existe uma prática muito comum nos meios profissionais que incentivam a desonestidade, mas sem parecer uma trapaça.

Dan Ariely explica que não precisamos ser corruptos para agir de forma problemática e prejudicial. Muitos profissionais, por exemplo, acabam se vendendo "sem querer" para os famosos "incentivos".

Quem nunca recomendou um profissional que nos fez algum favor, ou um produto que nos foi oferecido juntamente com um incentivo?

É bom entendermos o quão cegos podemos ficar com essas motivações financeiras, tanto para não oferecermos um produto ou serviço de forma tendenciosa, quanto para não cairmos no papo de alguém que está sendo tendencioso.

Porque estragamos tudo quando estamos cansados?

Quantas vezes você não estragou sua dieta porque estava se sentindo cansado e frustrado? Sabia que existe uma relação de tensão entre razão e desejo? É por isso que estragamos tudo quando estamos cansados.

Mas o que isso tem a ver com a desonestidade? No livro "A (Honesta) Verdade Sobre a Desonestidade" é provado que para resistirmos às tentações, precisamos aplicar esforço e energia. Dessa forma, gastamos nossa energia a cada tentação que evitamos, consequentemente exaurindo nossa força de vontade.

Ou seja, a cada "não" que falamos, nossa capacidade de resistência diminui. Resumindo, as tentativas diárias de agir corretamente durante o dia enfraquecem nosso suprimento de autocontrole, tornando-nos assim, mais suscetíveis à tentação.

Dessa forma, é sugerido que devemos nos livrar das tentações e, se isso não for possível, devemos enfrentar as situações que exigem muito autocontrole logo pela manhã, antes de ficarmos esgotados demais.

Quando não puder virar as costas para tentação, tente contar até 100 e siga seu plano à risca. O importante é aprender a evitar esses impulsos prejudiciais.

O efeito "QUE SE D*NE!"

Você provavelmente já fez algo que considerava errado. Quando nos esforçamos muito para nos controlar, há uma boa probabilidade de sucumbirmos à tentação mais facilmente depois, e isso é o que Dan Ariely chama de efeito "que se d*ne".

Segundo o autor, considerando o efeito "que se d*ne", um ato inicial de trapaça pode aumentar nosso nível de sinalização para nós mesmos de desonestidade, abrindo margem para fraudes adicionais.

Agora, pare para pensar como um líder. Se perdoamos o primeiro delito de um funcionário, é bem provável que outros atos desonestos continuem acontecendo.

Mas calma aí! Não precisa demitir seu funcionário! Você pode adotar estratégias que impeçam que atos desonestos aconteçam, dessa forma, você aprende não só como frear o efeito "que se d*ne" em você, mas também em seus funcionários!

Buscando justificativas para a desonestidade

Todo mundo já tentou justificar seus atos desonestos porque ninguém quer ser visto como uma pessoa imoral.

Agora, existe uma trapaça que a justificativa acaba alimentando o nosso ego e por isso devemos evitá-la ao máximo!

No livro "A (Honesta) Verdade Sobre a Desonestidade" é explicado que quando mentimos em benefício de outra pessoa, contamos uma "mentira inofensiva" porque não o fazemos por motivos egoístas.

Muitas vezes essas mentiras inofensivas são sutilezas sociais que fortalecem nossas relações e ajudam as pessoas a passar por circunstâncias difíceis.

Dessa forma, tome cuidado com o grau da mentira, porque infelizmente, algumas vezes elas são necessárias, mas elas não devem justificar uma baixa nos nossos níveis de moralidade.

Somos todos contadores de histórias

Todo mundo já tentou melhorar uma história para que ela fosse mais emocionante, certo?

Levando isso em conta, já parou pra pensar que pode existir uma relação entre criatividade e desonestidade?

Dan Ariely explica que a ligação entre criatividade e desonestidade está relacionada com a habilidade de justificar para nós mesmos nossas ações, mesmo quando não estamos agindo corretamente. Quanto maior a criatividade de um indivíduo, maior sua capacidade de criar uma história para defender seu interesse egoísta.

Dessa forma, é bom adotar estratégias que inibam os indivíduos criativos de encontrarem soluções inovadoras (e desonestas) quando se trata de regras.

Em momento algum o autor afirma que não devemos contratar pessoas criativas. Afinal, como poderíamos inovar se não fosse através da criatividade? Porém, ele afirma que precisamos restringir os casos em que pessoas criativas possam usar suas habilidades para burlar regras e justificar seus maus comportamentos.

Um trapaceiro incomoda muita gente, dois trapaceiros incomodam muito mais

Se lidar com uma pessoa desonesta é difícil, imagina como seria lidar com equipe toda desonesta.

No livro "A (honesta) verdade sobre a desonestidade" é defendido que a desonestidade é como um vírus capaz de infectar as pessoas ao redor.

Você provavelmente já passou por uma situação em que um amigo ou colega de trabalho fez algo errado e sugeriu que você fizesse também.

A verdade é que quando nossos amigos cruzam a linha da ética conosco, nossas ações começam a parecer mais socialmente aceitáveis aos nossos próprios olhos.

Quando observamos alguém trapaceando, tendemos a achar que aquilo pode ser normal.

Imagine que você é um chefe e que todo dia fica 15 minutos além do horário de almoço fazendo coisas não relacionadas ao trabalho. Você não acha que seus subordinados achariam que 15 minutos para si mesmos não é aceitável? Se alguém do nosso grupo trapaceia, sentimos que trapacear é socialmente aceitável.

O problema é que um ato desonesto atrai um outro ainda maior. O autor afirma que:

"À medida que o" vírus "vai sofrendo mutações e se espalhando de uma pessoa para outra, um novo código de conduta menos ético se desenvolve."

Graças a isso, precisamos ser mais vigilantes para frear qualquer pequena infração.

E o mais importante de tudo, figuras públicas e de poder possuem um maior impacto sobre seus observadores. Dessa forma, suas atitudes desonestas possuem maior impacto em uma sociedade.

Por essa razão, precisamos estar sempre atentos a qualquer comportamento desonesto e cobrar tanto de nossos superiores quanto de nossos iguais, um comprometimento com a ética.

Trapaça em equipe

Se a desonestidade é contagiosa, então numa equipe ela deve ser bem fácil de se espalhar, certo? Correto!

Só quem já trabalhou em equipe sabe que trabalho em equipe exige uma gestão ágil. São inúmeras reuniões, experiências de colaboração, delegação de funções, ou seja, muitas horas de trabalho são necessárias.

A questão é, quando trabalhamos em equipe, tendemos a nos preocupar mais com os outros, aumentando assim as chances de sermos desonestos e antiéticos se nosso comportamento vier a beneficiar os outros. É quase como uma "mentira inofensiva'', mas aqui Dan Ariely chama esse comportamento de" trapaça altruísta "."

Os estudos realizados sugerem que nós seres humanos temos uma fraqueza pela trapaça altruísta.

Mas não precisa se desesperar! Os experimentos também mostraram que a supervisão direta é capaz de reduzir a desonestidade e até mesmo eliminá-la completamente!

Dessa forma, basta eleger alguns membros para atuarem como monitores, q uando sabemos que estamos sendo observados, acabamos nos sentindo menos inclinados a nos comportar desonestamente.

Mas se todo mundo é desonesto, o que podemos fazer?

Calma, não precisa perder sua fé na humanidade. O livro "A (Honesta) Verdade Sobre a Desonestidade" apresenta um final parcialmente otimista!

Conforme é mostrado no livro, algumas forças influenciam muito a tomada de decisões desonestas. Mas a verdade é que pouquíssimas pessoas roubam em grau máximo.

A maioria de nós trapaceia apenas em menor escala, arredondando para cima as horas trabalhadas, alegando perdas maiores para receber maior reembolso, recomendando serviços desnecessários etc.

Isso tudo nos mostra que, no final, precisamos desencorajar os maus comportamentos. Mas o que podemos fazer acerca da desonestidade?

Com base nas pesquisas do autor, é recomendado colocar lembretes nas situações que são propícias à tentação. Precisamos entender os efeitos do ambiente, o quanto ele nos desgasta fisicamente e mentalmente para que sejamos menos suscetíveis a ceder.

E por fim, precisamos entender a capacidade da desonestidade de se espalhar. Precisamos zelar por comportamentos morais de todos os que nos rodeiam para que não haja uma degradação dos comportamentos dentro da empresa.

O que outros autores dizem a respeito?

Como vimos, a desonestidade é um grande problema em nossas vidas profissionais. Então, se você deseja garantir que seus colaboradores estão tomando as melhores decisões dentro da empresa, sugerimos a leitura de "Ruído: Uma Falha no Julgamento Humano".

Também vimos que dizer "não" às tentações acaba desgastando nossa energia mental. Então, que tal a leitura de "No Excuses!: The Power of Self-Discipline"? Com esse resumo você aprenderá como atingir suas metas através do autocontrole.

E por fim, ficou claro que o efeito "que se d*ne" é prejudicial quando cometemos o primeiro ato desonesto, mas saiba que ele pode te ajudar em outras áreas. Com a leitura de "A Sutil Arte de Ligar o F*da-se" você aprenderá como não se importar muito com as coisas erradas!

Certo, mas como posso aplicar isso na minha vida?

Vimos que nos comportar de forma desonesta é bem fácil, né? Então que tal fazer uma repescagem de algumas dicas que o livro dá para evitarmos a tentação?

  • Aplique lembretes morais. Crie um juramento para os funcionários, coloque bilhetes lembrando que certas atitudes não devem ser tomadas. Nós tendemos a ser honestos, só precisamos ser lembrados de vez em quando diante a tentação.
  • Evite situações tentadoras durante a noite quando já estamos cansados. Se não puder eliminar as tentações completamente, prefira lidar com elas logo pela manhã.
  • Não aceite "favores" financeiros para que não forme uma opinião parcial. Lembre-se sempre de questionar também se alguém que está te prestando um serviço está sendo influenciado por seus próprios interesses.
  • Delegue funções. Tem uma equipe? Coloque um dos membros como monitor. Ninguém quer ser pego trapaceando.
  • Lembre que o efeito "que se d*ne" é uma bola de neve. Se você ceder a um ato desonesto, seus padrões cairão cada vez mais.
  • E seja sempre um exemplo! A desonestidade é contagiosa. Você não quer ser aquele que influencia os outros a tomarem atitudes desonestas, não é?

Gostou desse resumo do livro "A (Honesta) Verdade Sobre a Desonestidade"?

Sejamos honestos, esse livro tem muitas dicas para nos mantermos na linha e para ajudarmos nossos colegas a se manterem no caminho da honestidade, certo?

Então, se você gostou desse resumo deixe seu comentário! E se quiser ler a obra na íntegra, é só clicar na imagem abaixo:

Livro A (Honesta) Verdade sobre a Desonestidade

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