Algoritmos de Destruição em Massa Resumo PDF

Algoritmos de Destruição em Massa - Cathy O'Neil

Quer saber como a nova economia do Big Data está comandando e manipulando tudo à nossa volta? Venha descobrir as causas e consequências dessa nova tecnologia.

Seja você trabalhador ou empregador, professor ou estudante, já parou para pensar que talvez suas escolhas não sejam mais suas? Que números agora mandam e regem absolutamente tudo?

Por mais que pareça uma teoria da conspiração, é a mais pura verdade! Atualmente, simples algoritmos não só definem, mas determinam a vida de cada um e pode virá-la de cabeça para baixo.

O livro Algoritmos de Destruição de Massa expõem a realidade que não vemos, exceto algumas seletas pessoas, e como por mais neutros que números possam ser quando comandados por humanos podem gerar vieses bastante preconceituosos e opressores.

A “ignorância é uma benção”, e fechar os olhos para algumas minúcias que acontecem ao nosso redor é mais fácil e cômodo, não é mesmo? Mas, se você decidir tomar a pílula vermelha e acordar para esta realidade de algoritmos e segurança de dados, continue a leitura do resumo!

O livro “Algoritmos de Destruição em Massa”

Com 342 páginas divididas em 12 partes, temos em mãos uma história não apenas da vida da autora, mas da atualidade do ser humano. Passando sobre pontos transformadores no uso de algoritmos não apenas para venda, mas em diversos aspectos de nossas vidas.

Publicado em 2016 com o título original “Weapons of Math Destruction: How Big Data Increases Inequality and Threatens Democracy”,virou um dos maiores best-sellers da área e busca transparecer os números que regem nossos sistemas atualmente.

Quem é Cathy O'Neil?

Além de matemática e cientista, a americana Catherine Helen O’Neil foi uma grande ativista no movimento de igualdade social e econômica. Teve uma jornada profissional diversa e extensa, entre aulas e ocupando cargos importantes em grandes empresas.

Finalmente, através de suas experiências, virou autora e escreveu um dos seus maiores sucessos, o livro algoritmos de destruição em massa, que chegou ao Brasil em 2020.

Por que ler “Algoritmos de Destruição em Massa”?

Este campo abrange a sociedade em sua totalidade, portanto entendê-la significa conhecer as forças que tentam controlar seu caminho por debaixo dos panos e usá-la ao seu favor.

Portanto, seja você estudante e trabalhador ou professor e empresário poderá usufruir do conteúdo deste livro em formas diferentes mas essenciais, pois todos são afetados em uma escala e cabe a nós revertermos seu uso.

Principais ensinamentos do livro “Algoritmos de Destruição em Massa”

  • O que são ADMs;
  • Quais os tipos de modelos matemáticos geram os algoritmos e como são usados;
  • Empecilhos que o Big Data traz em diversas áreas da vida para os mais pobres enquanto engana os mais ricos;
  • Como as propagandas predatórias se beneficiam da desigualdade;
  • A política e redes sociais dentro da rede de dados.

Quais são os novos problemas gerados na Quarta Revolução Industrial?

Cada início de uma explosão tecnológica muda o jeito que vivemos e consequentemente o modo de nos adaptarmos. Inicialmente, só as partes positivas eram vistas e exaltadas, mas, como sabemos, estas também trouxeram grandes problemas, um deles sendo a poluição massiva e o efeito estufa.

Desta vez na quarta revolução industrial, nosso problema encontra-se na utilização das novas tecnologias. Por ser tudo tão novo ainda não entendemos o quão nociva e preconceituosa ela pode se tornar, ou, no caso, está se tornando.

No livro vemos como tudo começou, ao se pontualizar indivíduos através de modelagens de valor agregado, chamada pela autora de Armas de Destruição Matemáticas ou ADMs. Estes processos agregados à economia de Big Data se tomaram todos os aspectos de nossas vidas, até os mais simples.

Elas controlam o que as pessoas veem pela internet, geram data (dados) para empresas, faculdades, bancos e mais. O problema desta “facilidade” é a forma injusta e discriminatória que ela é aplicada, mesmo sem saber acabamos inferindo preconceitos através de números.

Afinal, todos nós sabemos como este algoritmo funciona? É claro que não! Pessoas seletas que as criaram sabem disso e, assim, são agrupadas com base no que elas acham que é certo. Isto gera um problema básico que muitos empreendedores conhecem, onde está o feedback?

Se nós usuários não sabemos por que fomos colocados em determinada caixa ou padrão, não podemos dar feedback e então mesmo se houverem erros no programa ele nunca se corrigirá e o ciclo continua.

Como funcionam os modelos de valor agregado?

Modelos sempre tem um objetivo em mente, quem define isso são seus criadores que para obter os resultados que desejam eles devem estudar e manter um contato constante com seu objeto de estudo. Eles são nada mais que simplificações da nossa realidade, tentam trazer padrões em comum dentro de uma multidão.

Parece simples e efetivo não? Então qual o problema desses modelos?

Quando aplicado em coisas simples e diretas, assim observado no livro, como alarmes de incêndio, o indicador é mais que eficiente, pois necessitam de uma fumaça para serem acionados e terem seus objetivos atingidos. Porém, ao adicionar humanos na equação se gera um fator mais complexo e ainda não calculável.

Nossas emoções, morais, complexidade de interações e muito mais são exceções não computáveis dentro da matemática. Como então estes modelos vão saber quando serem mais justos e menos “frios”?

Apesar de não saber esta resposta no presente, essas ADMs são consideradas influências danosas a partir de três características intrínsecas: opacidade, escala e dano. Com isso a autora realiza perguntas que nos farão entender melhor essas características.

  1. Mesmo que o usuário esteja consciente de sua participação no modelo, o quanto este não é transparente em sua análise de relevância de dados?
  2. O modelo funciona contra o indivíduo? Ele altera ou danifica vidas?
  3. Ele ganha escala? Ou seja, é algo inofensivo, atuando em pequena proporção ou crescendo exponencialmente a ponto de interferir com a vida de muitas pessoas?

Quais âmbitos da nossa vida os algoritmos interferem?

Vimos até então como os números podem se tornar algo danoso dependendo de algumas características, uma delas sendo a utilização de proxies, informações aproximadas com a realidade e que por consequência não calculam as exceções e sentimentos como explicados anteriormente.

Então, como exatamente estas ADMs vão decidir alguns aspectos da sua vida? Vamos ver alguns exemplos a seguir!

Entrada em universidades

A vida universitária é algo almejado por muitos, independente de sua origem e riqueza, afinal por que estes fatores seriam importantes? Pela mais simples resposta que agora estes traços são usados para determinar quem entra ou não nelas!

No momento em que rankings determinaram quais eram as melhores e piores faculdades, todo o funcionamento mudou. Usando pesos diferentes para os dados não explicados, eles forçam os locais de ensino a seguir um padrão e consequentemente a ficarem engessados a um modelo que mal entendem.

Ou seja, isso afeta professores que muitas vezes são demitidos por motivos injustos, a reitores que se veem presos a uma fórmula que não conseguem alcançar e alunos que devem se encaixar aos resultados extremos que eles demandam.

Dos ricos à classe trabalhadora, estamos todos tentando caber de uma ADM, que para se encaixarem ficarão sobrecarregados com dívidas. São todos parte, como assim mencionado no livro, de uma corrida armamentista. Vença ninguém e lutem todos!

Justiça penitenciária

O processamento de dados é tão grande que este método chegou até na área de segurança, influenciando policiais e o processo jurídico.

Como meio de diminuir assaltos, roubos e infrações levianas como dirigir bêbado e usar drogas, sistemas são utilizados para observar a frequência onde estas situações ocorrem.

Eles são, geralmente, levados aos locais periféricos, pois crimes de perturbação recorrentes numa mesma área, enquanto os mais graves são mais dispersos.

Isso gera uma maior prisão por crimes sem vítimas, enchendo o sistema penitenciário que automaticamente observa algumas tendências não apenas na localidade, mas no tipo de pessoa que estes indivíduos convivem.

Então começam a vistoriar e inspecionar cada vez mais de maneira tendenciosa pessoas que nunca realizaram infrações apenas pelo ambiente externo que este se encontra. Não importa o que você fez, mas sim com quem anda e onde mora.

Enquanto isso, crimes de colarinho branco que mexem com bilhões são impunes e quase intocáveis, pois se eles afundam muita gente cai com eles, argumento não possuído pelos menos favorecidos.

Adquirindo um emprego

Aqui vemos um modo de exploração do trabalho, pois qual o objetivo de uma empresa? Maior eficiência com o menor gasto possível.

Esta mentalidade cria jornadas de trabalho onde suga toda a energia de um trabalhador com horários irreais e insatisfatórios, afetando principalmente trabalhadores de cafés e lanchonetes — burnouts.

Além deste fato existem as grandes entrevistas ou questionários, com perguntas pré-analisadas que dependendo da resposta A, B ou C determina todo um valor e efetividade de uma pessoa. Algo que muitas vezes nem é explicado para ser contestado ou então aprendido tanto pelo indivíduo como pelo método utilizado.

Isso ocasiona perdas para a empresa que pode perder um funcionário valioso como também para o outro lado que não entende os motivos para não ter sido selecionado.

Obtendo créditos em bancos

Antigamente os próprios banqueiros cometiam injustiças e preconceitos ao validar empréstimos apenas para aqueles que andavam no mesmo ciclo que ele ou se vestiam mais adequadamente. Hoje veio uma forma mais justa, onde os algoritmos viam como era a vida financeira daquela pessoa, se elas pagavam ou deviam.

Contudo, ao invés de manter o padrão para olhar  singular, o mesmo método penitenciário foi aplicado aqui. Agora, por habitar ou andar perto de pessoas que não pagassem, seu crédito ia abaixando também!

A utilização de e-scores começam a dominar, o que você via, o que você compra, tudo afeta no total de scores que você possui, determinando também o que é mostrado para você — até empréstimos.

Por um lado, no começo essas pontuações eram justas, pois você entendia o que fazia ele aumentar como, por exemplo, pagando em dia, mas depois eles tomaram o mesmo rumo obscuro e incerto das ADMs.

Como as redes sociais podem interferir na política?

Antes de responder esta pergunta vamos olhar  pro panorama total que as redes sociais funcionam em conjunto a estas ADMs. Estes modelos, como visto até então, são preenchidos de informações que classificam e categorizam nossas preferências, ajudando assim as empresas a saberem quando e onde colocarem anúncios.

Em parte aparente que o mundo ficou mais tecnológico e inteligente, afinal, muitas vezes você nem precisa procurar pelas coisas que elas surgem. A Internet mudou completamente a forma em que esses dados eram pegos, gerando milhões de leads em minutos.

Porém, temos que lembrar das três características faladas anteriormente, existem diferenças entre soltar um produto no mercado e atrair visceralmente uma pessoa por meio de propagandas enganosas que prejudicam um indivíduo, normalmente gerando dívidas imensas.

Como podemos ver, todo esse processo visa o lucro das empresas e estas dependem diretamente de um órgão que estão entrelaçadas, estas chamam governos. São eles que regulamentam, colocam impostos e são estes também que podem até virar os olhos para os paraísos fiscais.

Então nada mais coeso que estas retribuam o favor ao jogar dinheiro em ações políticas. Sabendo onde e quando são os momentos mais propícios de lançar uma campanha mais direcionada devido aos mesmos dados coletados anteriormente.

A relação entre empresas, política e população deve ser discutida e pesquisada, mas para isso precisa saber que estes efeitos acontecem e interesse na questão para deter seu crescimento.

Mais livros sobre estratégia

No livro “Big Tech: A Ascensão dos Dados e a Morte da Política” de Evgeny Morozov temos mais um ponto de vista sobre os dados e como eles influenciam na política, finanças e muito mais.

Já na obra “Big Data e Internet das Coisas” de Larissa Kakizaki de Alcantara, veremos em realidade brasileira os desafios da segurança de dados.

Por fim, para entendermos como chegamos nos patamares tecnológicos de hoje partimos de algum lugar, não? No livro “Sapiens", do autor Yuval Noah Harari, conseguimos ver as transições de cada momento marcante da história humana.

Como usar o Big Data de forma consciente?

O primeiro passo já foi realizado que é tomar consciência sobre o assunto. Agora vem a parte difícil e que leva tempo para ser obtida, a consciência geral. A partir do momento que vemos os defeitos e dores que este algoritmo pode causar, cabe a nós que a criamos, desenvolver uma solução para o mesmo!

  • Reveja sua forma de obter e analisar as datas obtidas pela internet;
  • Se pergunte se estas estão de alguma forma contribuindo para o sofrimento de uma minoria;
  • Reformule sua forma de feedback para algo transparente e inclusivo, só assim poderá corrigir os erros de seus algoritmos.

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